Relacionamento dos pais interfere na visão dos filhos sobre amor

Relacionamento dos pais interfere na visão dos filhos sobre amor

Atualizado: Quinta-feira, 20 Outubro de 2011 as 8:38

Pode soar um pouco estranho, mas o especialista em relacionamentos Toby Green, da Nova Zelândia, contou ao site Body+Soul que as pessoas tendem a se sentir atraídas por parceiros que lembrem os pais e muitas vezes acabam repetindo os mesmos comportamentos de um dos genitores em relação à vida amorosa.

"O relacionamento dos nossos pais é o único que observamos integralmente desde o nascimento até os sete anos de idade. Depois dessa idade seguimos observando, mas os pais deixam de ser nossos modelos", explicou, citando que se um dos pais tem um atributo negativo destrutivo, a criança tende a criar um mistério dentro de si e segue se perguntando "como tenho por perto alguém que não me ama da maneira que eu preciso e como posso transformá-la?" e para tentar resolver a questão, busca pessoas com os mesmos atributos. "Isso mostra que estamos sempre em grande risco de achar um parceiro com as características negativas similares aos dos nossos pais, mais do que as positivas."

Filhos de pais que brigam muito costumam ver os relacionamentos sob o ângulo do que é certo e o que é errado. Pais que traem ensinam que confiança é um erro. Pais que abandonam, ensinam que amor significa dor e tais crenças precisam ser neutralizadas, segundo Green.

"Ficar junto por causa 'dos filhos' pode ser um erro enorme. Toda criança quer que sua família se pareça com uma produção da Disney, mas elas conseguem compreender que às vezes, não importa o quanto as pessoas se amem, o relacionamento não funciona. Um divórcio positivo é aquele no qual os pais se respeitam e não fazem a criança tomar partido", disse o especialista.

Para fazer uma escolha clara e construtiva nos namoros é preciso resolver as interações negativas que se teve com o pai ou a mãe conflituoso. É preciso enxergar os pais como "só um amigo", alguém com qualidades boas e ruins, ou se corre o risco de duplicar essa dinâmica. "Se você se pegar repetindo a história, procure terapias, em especial as conjugais", sinalizou Tom Green.

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