Repórter do CQC lança livro dos piores do futebol

Repórter do CQC lança livro dos piores do futebol

Atualizado: Quarta-feira, 24 Agosto de 2011 as 9:12

O repórter mais boleiro do CQC estreia no mundo da literatura no próximo mês de setembro, quando chega às lojas do país o livro "O pior futebol de todos os tempos", da Panda Books. Presença frequente nos estádios para gravar matérias para o humorístico da Band, Felipe Andreoli faz em sua obra um convite ao universo da derrota, com um festival de goleadas sofridas e fracassos de equipes de todo o mundo.

O jornalista e humorista apimenta esta seleção de vexames através de citações de fracassos recentes de times brasileiros, com a derrota do Inter para o Mazembe do Congo no Mundial de Clubes da Fifa e a eliminação do Corinthians diante dos colombianos do Tolima na Libertadores 2011.

"A gente pensou e decidiu que tinha que colocar essas, são referências muito marcantes. Não tinha como deixar o Mazembe de fora, o gremista vai se divertir. Assim como o Tolima. Todo mundo vai se divertir, menos os corintianos. A gente queria isso, uma coisa divertida e atual", afirma o repórter do CQC sobre seu livro.

Andreoli recebeu da Panda Books, através de seu editor Marcelo Duarte, a missão de tornar divertido um calhamaço de pesquisa sobre os piores times do Brasil e do planeta. O humorista ganhou as estatísticas prontas e tirou da cabeça uma trama das mais fantasiosas para apresentar a história ao leitor.

O autor então criou o personagem central chamado Dércio Ota, nome que em contração soa como "derrota".

Filho de um japonês com uma carioca da periferia, Dércio Ota começa a carreira como arquivista do Bangu, passa pela CBF e acaba chegando aos escritórios da Fifa na Suíça, onde tem acesso meio por acaso a um arquivo secreto com os maiores "desastres" dos campos brasileiros.

"O legal do livro é que tem estatísticas para aquele fanático por futebol. Mas a história também é divertida, leve. Enquanto você lê as estatísticas, se diverte de alguma forma. Meu público é jovem, vem do programa que eu faço, o CQQ. Mas eu espero atingir a todos", diz Andreoli sobre a obra de 108 páginas.

Torcedor da Portuguesa, clube paulista que há algum tempo não costuma ganhar títulos de expressão, Andreoli se diz um admirador deste universo derrotista. O humorista conta que foi um "perna de pau" na época de escola. No prefácio, cita uma letra do Los Hermanos sobre o lado interessante do revés. O livro taz ainda um capítulo inteiro dedicado ao Íbis, time de Pernambuco conhecido como "o pior do mundo".

Veja abaixo alguns destaques nas estatísticas dos piores do futebol incluídas no livro:

ALAGOANOS CALAM O PALESTRA ITÁLIA

O livro conta com uma seção chamada "Quando os grandes estiveram entre os piores". Nela, além das surpresas de Mazembe e Tolima (algozes de Inter e Corinthians, respectivamente), a obra recorda do ASA de Arapiraca, que tirou o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo da Copa do Brasil de 2002, em pleno Palestra Itália.

SUPER GOLEADAS NO BRASIL E NO MUNDO

Dentre o rol de vitórias elásticas listadas pelo livro, menção para o massacre do Santos sobre o Naviraiense na Copa do Brasil de 2010, por 10 a 0. No texto, Andreoli desvincula o time do Mato Grosso do Sul dos Navi, habitantes do planeta Pandora no filme Avatar.

Destaque ainda para a goleada da Austrália sobre a Samoa Americana (31 a 0), no placar mais elástico da história de jogos entre seleções.   

FUTEBOL BELGA: 30 DERROTAS EM 30 JOGOS

O requinte da pesquisa dos piores do mundo surpreende o leitor com a informação de que o SSA Atwerpen perdeu as 30 partidas que disputou na 8ª Divisão da Bélgica ("Não me pergunte como um minipaís como a Bélgica pode ter 8 divisões”, afirma Felipe Andreoli em seu livro). Foram 271 gols sofridos e uma derrota de 20 a 0 na última rodada.

PALERMO ERRA TUDO QUANTO É PÊNALTI

Para acalentar a diversão brasileira de caçoar dos vizinhos argentinos quando o assunto é futebol, o livro traz a história do dia em que o atacante Martín Palermo desperdiçou três pênaltis em um único jogo. A façanha aconteceu na Copa América de 1999, quando a Colômbia aproveitou os vacilos do ídolo do Boca e levou a vitória por 3 a 0.

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