Saiba o que a IBM quer do estagiário

Saiba o que a IBM quer do estagiário

Atualizado: Quinta-feira, 2 Junho de 2011 as 11:41

A IBM é uma empresa que faz parte da história da informática. A marca completa seu centenário agora em junho de 2011, e sua primeira filial fora dos Estados Unidos foi instalada no Brasil há 97 anos. Seu presidente no país, escreveu para o iG Estágio e Trainee, sobre o que é importante para quem quer fazer parte dessa história e iniciar uma carreira profissional como estagiário da empresa.

Segundo ele, o setor exige uma busca constante pelo autodesenvolvimento, mas para ser um “ibemista” não basta estar atualizado com os avanços da tecnologia, é preciso se reinventar e estar à frente desses avanços, além de manter sempre de olhos bem abertos para o mercado. Formado em administração pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e especializado em marketing pela Columbia University, Pelegrini comanda a IBM no Brasil desde 2007. A filial brasileira da empresa recebe currículos de universitários durante todo o ano e tem 270 ex-estagiários em postos executivos.

iG: Qual o perfil de um profissional de sucesso na área de tecnologia da informação?

Ricardo Pelegrini: É aquele que se mantém atualizado tecnologicamente, que assume que nunca aprendeu tudo e principalmente que está sempre de olhos bem abertos para o mercado. Assim como a companhia, se o profissional não se reinventar e não mantiver constantemente um olho no cliente apra atender suas necessidades, estará com problemas. Se ele se desconectar do mercado, sairá dele.

iG: Quais são as características para que um candidato a estágio se destaque na disputa por uma vaga na IBM?

Pelegrini: É fundamental que o profissional adote valores e os siga à risca. Os ibmistas, por exemplo, elegeram, juntos, os três valores que os orientam em tudo o que fazem: dedicação ao sucesso de cada cliente; inovação que faz a diferença para a companhia e para o mundo, e confiança e responsabilidade pessoal em todos os relacionamentos. Para trabalhar na IBM e se transformar no ibmista, portanto, é necessário que o profissional incorpore estes valores e se identifique com eles. Além disso, buscamos pessoas que tenham iniciativa e contínua vontade de se autodesenvolver e saibam lidar com a mudança, já que o nosso ambiente de trabalho é muito dinâmico e em constante desenvolvimento. Buscamos ainda pessoas que tenham espírito de time e que sejam motivadas com a globalização. Por último procuramos profissionais que valorizem e estejam engajados em atividades sociais e que respeitem a diversidade.

iG: O que o senhor sabe hoje que gostaria de saber quando começou?

Pelegrini: Que nunca podemos nos esquecer do foco no cliente. Toda e qualquer ação tomada por qualquer empresa tem que ter como objetivo claro atender as necessidades dos clientes. Vivi isso dentro da IBM, que na década de 90 perdeu esta conexão com o mercado e teve mundialmente sérios problemas financeiros e de imagem, que levou anos para nos recuperar.

iG: Quais as dicas que daria para quem está começando na carreira?

Pelegrini: Invista no aprendizado técnico e no domínio de idiomas, mantenha atenção ao mercado e se mantenha atualizado. Ter orgulho da empresa em que se trabalha é importante. Mas não deixe que este sentimento se transforme em arrogância. Precisamos estar sempre abertos a aprender.

iG: Como o fato de trabalhar para uma companhia que mesmo após 100 anos precisa se manter atual afeta seus profissionais?

Pelegrini: Acredito que o pioneirismo da IBM na área da tecnologia foi o fator determinante para que tantos funcionários adotassem a companhia para nela passarem grande parte de suas carreiras. Há cerca de 100 anos, não havia muitas opções de companhias de tecnologia no mundo. Além disso, a IBM soube se adaptar às mudanças de mercado e se modernizar. A história que a IBM construiu ao longo destes 100 anos permitiu que seus funcionários participassem das transformações vividas pela indústria de tecnologia.

Por: Arthur Lopez

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