Ser jovem pode ser vantagem na prática de atividades radicais

Ser jovem pode ser vantagem na prática de atividades radicais

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 4

Motivo de terror para muitos pais, os esportes radicais, sempre procurados por jovens com gosto pela adrenalina, mostram-se boas alternativas para adolescentes. Este tipo de prática aprimora a forma física, desenvolve responsabilidade, disciplina, e, acima de tudo, dá a chance de competir de igual para igual - se não com ligeira vantagem - com adultos.

"Quanto mais novo, menos preocupações eles têm, e acabam sendo bem mais ousados, além de muitas vezes terem, também, um preparo melhor", explica Kinho, instrutor de escalada da academia Casa de Pedra, em São Paulo. Ele conta que entre 10 e 15 anos seria a idade ideal para começar no alpinismo, mas que não há muita restrição de idade. "A partir do momento que começou a andar, já pode colocar para subir", brinca.

Outro esporte no qual é cada vez mais comum a presença de atletas adolescentes é o MotoCross. A Honda, uma das mais tradicionais na categoria, conta atualmente com dez pilotos que têm entre 13 e 16 anos em suas equipes. O piloto Thiago Formehl, de 15 anos, é um destes. Ele já ganhou diversos campeonatos em Mato Grosso, seu estado natal, e teve seu primeiro contato com uma moto já aos sete anos de idade. "Todos meus amigos tinham motos, e meu pai também corria com MotoCross, por isso o interesse pelo esporte foi muito natural", revela.  Para ser disputado em alto nível, muito treino é necessário, o que exige que Formehl abdique de alguns passatempos em prol de evoluir no esporte. "De manhã vou para a academia, à tarde treino e à noite estudo. Meus pais sempre colocaram a escola em primeiro lugar", conta o piloto.

Formehl: "me dedico bastante, quero me dar muito bem nesse esporte"

O veterano Marcos Vinícius trabalha com pilotos adolescentes há oito anos, e esclarece que a iniciativa pelo recrutamento de pilotos na tenra idade é importante para o desenvolvimento do atleta. "Pegamos o jovem para ensinar tudo desde o básico". Mesmo assim, trabalhar com pessoas dessa idade nem sempre é fácil. "É bem mais difícil controlar o jovem. Se não segurar, eles começam a arriscar muito e correm perigo", explica Marcos.

José Pupo, proprietário da Canoar, empresa que ministra decidas de rafting em Juquitiba, interior de São Paulo, conta que nas corredeiras o adolescente tem característica peculiar. "Eles querem sempre virar o bote! (risos). Gostam de ir ao limite e sempre querem aproveitar tudo". Sobre a idade ideal para dar as primeiras remadas sobre o bote, Pupo explica que não tem fórmula certa. "Eu mesmo, desde os 16 anos sou praticante, hoje, meu filho de 12 anos vai fazer o aniversário dele com os amigos no rafting. A idade permitida varia de acordo com o rio". O rio Juquiá, onde Pupo trabalha, atende crianças a partir de sete anos, desde que acompanhadas de um responsável.

Por: Rafael Bergamaschi

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