Será que ele(a) está emocionalmente disponível?

Será que ele(a) está emocionalmente disponível?

Atualizado: Sexta-feira, 22 Março de 2013 as 11:09

 

"Conheci um homem através deste site. No 1º dia ele me disse que não queria se casar, mas namorava, pois havia saído de um relacionamento que durou 2 anos. Saíamos ás vezes só como amigos, e às vezes ficávamos. E nossas saídas foram ficando mais rotineiras, saímos todo final de semana; até que de repente ele ficou distante, passou a me tratar com frieza. Ele me bloqueou no bate-papo e passou a não mais responder minhas mensagens pelo celular. Até que eu disse que não queria mais ficar por ficar, queria alguém que gostasse de mim e de minha companhia, ele nem me respondeu. Parou de falar comigo."
 
Acima vimos o testemunho de uma pessoa que foi de encontro a alguém que se dizia indisponível desde o princípio. Apesar de terem saído por quase quatro meses ele se manteve distante o suficiente para sair de cena no momento em que ela exigiu um pouco mais. Mesmo com o sofrimento gerado, ele se posicionou dizendo o que não queria e o que não deveria ser esperado dele. Independente de avaliarmos as dificuldades emocionais de alguém que age dessa forma, temos que valorizar a verdade colocada desde o princípio. 
 
O artigo de hoje irá tratar justamente daqueles que sentem como ele, mas não são transparentes com quem se tem ao lado. Vamos falar daqueles que apesar de estarem junto de alguém, de estarem aparentemente presentes e envolvidos, estão na verdade indisponíveis e distantes na relação. 
 
Todo mundo que inicia uma relação, chega com a esperança que dê certo. A maioria das pessoas que busca está sim aberta a permitir que o outro entre em sua vida, faça parte dela e a transforme. Buscam o encontro, a troca e o crescimento. Na maioria das vezes a aposta é em terreno firme e vale o desafio. 
 
Acontece que existe também o outro lado da história. São muitos, porém não é a maioria, que aparentam algo que não sentem e não desejam verdadeiramente. Ficam juntos, mas não estão juntos, ficam perto, mas não se envolvem, estão presentes, mas não disponíveis. 
 
Podem ser homens ou mulheres, não necessariamente mais um do que outro. O fato é que agem de tal forma que geram dúvidas no companheiro, assim aquele que está ali presente, junto, investindo, desejando a relação começa a perceber que o vínculo está meio emperrado, que a relação não evolui. Alguns sinais sem dúvida já estão sendo passados, mas de tão discretos podem se tornar difíceis de serem percebidos. É importante estar atento porque percebê-los ajuda a buscar novas escolhas e encontrar outros caminhos. 
 
Objetivamente os sinais mais comuns se repetem nas histórias, os relatos costumam ser de uma pessoa que é carinhosa, mas que faz coisas que confundem. Não liga, não faz planos, não responde aos e-mails ou mensagens quando se espera, apenas quando interessa. Cria desculpas variadas para justificar não ter ligado ou não ter aparecido. Não compartilha intimidades, mantém a família distante, ou seja, a sensação é de algo sempre superficial, de uma blindagem intransponível. Também não pergunta muito sobre a vida de quem está ao lado e se satisfaz vivendo o momento, sem qualquer preocupação em construir o futuro. 
 
O mais difícil é que estamos falando de pequenos sinais, nada grandioso ou tão evidente. De toda forma eles estão lá e estão sendo enviados. Podem estar diluídos em meio a gestos de carinho e momentos agradáveis juntos, mas ainda assim estão presentes no dia a dia. Toda e qualquer relação saudável, que é vivida por duas pessoas que desejam estar juntas, terá um caminho de crescimento. Quando isso não acontece, certamente um dos dois não deseja o mesmo e não está presente e comprometido o suficiente. Não adianta insistir ou tentar se enganar, uma relação precisa ser uma via de mão dupla. Se o outro, por mais que se goste, não estiver emocionalmente presente, o melhor é repensar e buscar uma nova aposta e estar com alguém que tem interesse em compartilhar a vida com você!
 

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