Smartphones Blackberry ganham espaço entre os jovens

Smartphones Blackberry ganham espaço entre os jovens

Atualizado: Quinta-feira, 19 Maio de 2011 as 9:17

Os aparelhos conhecidos por seus modelos quadradões e sistema único de e-mail e segurança agora sofrem para caber em apertadas calças jeans ou sobreviverem em bolsas escolares.

"Antes, tudo era restrito a early adopters e ao público corporativo", conta o analista da IDC, Bruno Freitas. "Agora, os smartphones estão chegando à classe C, que busca mobilidade: redes sociais, GPS, câmera, música; e o mercado percebeu isso."

Filhos de executivos, mexendo nos celulares dos pais, descobriram o Blackberry Messenger ou BBM, de custo baixo, rápido e prático, palavras-chave que fizeram com que o serviço de mensagens se tornasse um atrativo para jovens. O fenômeno surpreendeu a própria empresa, que passou a atender um público inesperado.

Marcelo Godoy, organizador do festival Mobilefest, descobriu o serviço de mensagens instantâneas por causa das filhas, quando aos 14 e 15 anos pediram um Blackberry justamente pelo tal BBM. "Usam até hoje para falar com a mãe e amigas. Desse jeito, acho que logo vou comprar um para mim também", diz Godoy.

O mesmo acontece com o estudante Allan Manfredi Correia, de 16 anos, que usa o BBM para falar com os pais e amigos de colégio. "Outros aparelhos ainda saem na frente para jogos e música; mas o Blackberry, para conversar é melhor, até pelo teclado físico que facilita na hora de digitar rápido", diz.

A opção pelo teclado QWERTY, aliás, é um dos diferenciais da marca. A executiva Giovana Gomes, de 28 anos, conta que trocou um iPhone pelo seu Blackberry Curve por conta dele. "Tem de ter dedo de Gisele Bündchen para acertar as letras no touch. Para mim, que escrevo rápido, é um inferno!"

A corrida pela mudança existe, mas ainda há muito a ser feito, diz Alex Queiroz, 33 anos, supervisor de uma loja de celulares em Belém, no Pará. Para ele, a Blackberry "tem de investir mais em recursos sociais e mídia". "Há algum problema com os engenheiros de lá que não conseguem mudar os aparelhos, não se vê inovações concretas", opina.

Ele explica que empresários vão à loja para comprar um iPhone para tê-lo como secundário. "Só não mudam definitivamente por causa da segurança que o Blackberry oferece."

Segundo uma pesquisa da consultoria IDC, a RIM fica em quarto lugar entre as plataformas preferidas dos desenvolvedores para criar aplicativos (a Apple lidera, seguida do Google e Microsoft). Atualmente a loja de aplicativos Blackberry App World, possui o quarto maior acervo de programas, com cerca de 18 mil apps, e uma taxa de 3 milhões de downloads por dia.

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