Thalita Rebouças fala sobre novo livro, criado para "vingar os pais"

Thalita Rebouças fala sobre novo livro

Atualizado: Terça-feira, 24 Abril de 2012 as 9:12

"Nunca pensei que escritor tivesse fã", disse Thalita Rebouças após ouvir uma admiradora chorar ao microfone.
Num espaço abarrotado de adolescentes, a escritora lançou neste sábado (21) "Fala Sério, Filha!" (ed. Rocco), durante o 14o Salão FNLIJ do Livro, no Rio de Janeiro.
Os adolescentes fizeram várias perguntas à "musa". Uma das principais curiosidades era saber se os personagens dos livros existiram de verdade ou não. Thalita disse que todos os personagens têm um pouco dela e que alguns são inspirados em pessoas reais, como no livro "Fala Sério, Professor".
"Tive uma professora de desenho, uma senhora, que falava com a gente como se tivéssemos 70 anos. E outro que só falava com a'mmm' no final das frases. Os dois foram parar no livro", disse a autora, que ainda contou que sempre se apaixonava por professores. "Eram sempre horrorosos. E não davam a menor bola pra mim."

Os fãs quiseram saber como surgiu a ideia de "Fala Sério, Filha!" Thalita contou que foi uma cobrança dos pais, depois que ela lançou "Fala Sério, Pai" e "Fala Sério, Mãe". "Eles me pediam vingança!", disse Thalita.
"Adorei entrar na pele dos pais e falar 'fala sério' pra vocês", completou.
Ela contou ainda que seus livros preferidos, entre os de sua autoria, são "Ela Disse, Ele Disse" e "Uma Fada Veio me Visitar". E que os autores que a levaram a querer ser escritora são Luis Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro e Fernando Sabino. "Lia quando era pirralha e sonhava em um dia ser igual a eles."
Os adolescentes, eufóricos, perguntaram ainda sobre as tatuagens que ela tem. Thalita disse que a gaivota (tatuada em suas costas) foi feita "porque tenho uma profissão que me faz voar e que é solitária, como uma gaivota". Já o trevo de quatro folhas foi tatuado no pé "porque sempre tive muita sorte na vida e não queria que ela me abandonasse".
Thalita, que se diz a escritora "mais animada do Brasil", ainda teve disposição para distribuir autógrafos para uma interminável fila. Fala sério!

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