Universidades "b" dos EUA querem atrair alunos brasileiros

Universidades "b" dos EUA querem atrair alunos brasileiros

Atualizado: Terça-feira, 1 Novembro de 2011 as 11:36

"Yes, the book is on the table!" Enfim, a frase mais manjada da língua inglesa pode não ser usada em vão.

Algumas das mais de 4.000 universidades americanas querem que você, estudante brasileiro, coloque o tal "livro sobre a mesa" na sala de aula delas.

O assédio começa em várias feiras de educação, nas quais instituições gringas prometem mundos e fundos para o jovem daqui dar "bye, bye" ao Enem e optar por um curso de graduação nos Estados Unidos.

Na semana passada, um desses eventos acontecia em um hotel de São Paulo. Lá, Jhonathan Bruno, 18, ia de mesa em mesa para ouvir o que 26 faculdades tinham a oferecer.

Nos folhetos, estrangeiros entre "cheerleaders", futebol americano e as famosas fraternidades de alunos. Nenhuma bancada de Harvard ou Stanford, para citar duas das mais prestigiosas escolas dos EUA. Mas tudo bem. Bruno quer cursar teatro e gostou da Pace University --ela fica em Nova York, casa da Broadway, justifica.

Para muitos interessados no diploma americano, a excelência acadêmica não é decisiva. Pesam mais fatores como preço e facilidade para entrar.

"Você procura as grandes universidades, mas nem sempre elas são perfeitas para você", diz o americano Andre Cordon, diretor do departamento internacional da Pace.

Ao vender seu peixe, Sam Heikinen, diretor da Snow College (algo como "faculdade da neve"), apela para o caxias que existe dentro de todos nós. "Nós sequer temos um bar na cidade!"

Se você for do tipo que gosta de sair, ele tenta outro argumento: a faculdade oferece viagens para Las Vegas. Ela fica no pouco badalado Estado de Utah, numa cidade com menos de 15 mil habitantes. O custo médio, com moradia e seguro inclusos, é de US$ 17,5 mil o ano --o que dá uns R$ 2.500 por mês.

PEDE PRA ENTRAR

O processo de admissão nos EUA é diferente. No Brasil, você faz vestibular e pronto. Lá, as universidades consideram vários fatores --até habilidades em artes e esportes. Entrar nas "faculdades de grife" pode ser um processo penoso. Que o diga a brasileira Melanie Vladimirschi, 18. Ela estuda há dois meses na conceituada Universidade da Pensilvânia, gastando em torno de US$ 5.500 mensais (R$ 9.600).

Além de notas altas no histórico escolar e de cartas de recomendação de professores, é necessário fazer o SAT (espécie de Enem americano) e um exame de inglês.

Melanie também ressaltou atividades extracurriculares, como uma coluna no jornalzinho da escola. O soco é mesmo no estômago. "Os refeitórios nem se comparam à comida brasileira. Nós [brasileiros] sempre brincamos que vivemos comendo sanduíche, salada e cereal para evitar hambúrguer, hot dog e bacon." Por outro lado, a universidade tem um ótimo programa em comunicação, área que a interessa.

Seja numa faculdade de menor ou maior porte, o ideal é que você comece a se preparar com ao menos um ano de antecedência, diz Thaïs Burmeister, coordenadora do Alumni, centro que orienta nossos estudantes nos EUA.

É o tempo para conseguir juntar os documentos necessários (veja nos sites abaixo) para se tornar um dos mais de 8.000 brasileiros estudando em universidades dos EUA.

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