Viciados em celular também se irritam com quem não larga o telefone

Viciados em celular também se irritam com quem não larga o telefone

Atualizado: Segunda-feira, 8 Agosto de 2011 as 8:17

Uma pesquisa realizada com pelo menos 1.000 ingleses revelou que 41% dos trabalhadores gruda nos celulares durante o trabalho, inclusive em reuniões, atendendo ligação, mandando SMS, tuitando e checando o Facebook. O incrível é que, por outro lado, 82% desses mesmos entrevistados se irritam quando alguém faz exatamente o mesmo: atende ligação, manda SMS, entra em redes sociais e por aí vai.

"70% dos entrevistados ainda disseram que interrompem reuniões sem cerimônia, mas se irritam quando alguém faz a mesma coisa. Já é óbvio que a pressão de ter que permanecer conectado é tanta que muitos esquecem até a boa educação", diz David Lavenda, da harmon.ie, a empresa de software responsável pela pesquisa.

"Temos um clássico caso de duplo padrão de comportamento em ambiente de trabalho", explica David. "Por um lado, a comunicação e as redes sociais são ferramentas usadas para nos poupar tempo no trabalho, nos tornando mais produtivos, mas invadindo nossas vidas pessoais", continua.

Um terço dos entrevistados confessou que demora pelo menos 20 minutos para conseguir se concentrar novamente depois que se distrai com algum post, tweet ou SMS. Mais de 33% disseram que as distrações da web atrapalham o trabalho e 22% revelaram que a tecnologia dificulta o processo criativo.

Como se já não fosse ruim o bastante, 85% dos entrevistados não largam o celular ou smartphone nem nos finais de semana, e 74% permanecem conectados nos aparelhos até mesmo nos feriados. Detalhe: metade dos entrevistados navega na cama!

Cary Cooper, professor de psicologia organizacional e saúde da Universidade de Lancaster, diz que "seria melhor se nós controlássemos os nossos aparelhos eletrônicos, em vez de deixar eles nos controlarem". David Miller, especialista em etiqueta do portal Debrett, também deixa o seu recado: "Só porque os outros fazem e ninguém fala nada, não significa que seja aceitável".

veja também