Vítima de bullying posta vídeo de protesto e ganha seguidores na web

Vítima de bullying posta vídeo de protesto e ganha seguidores na web

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 8:29

Um vídeo postado por uma estudante norte-americana de 13 anos que se diz vítima de bullying em um protesto silencioso contra a violência e a intimidação nas escolas faz sucesso na internet e transformou a aluna em uma celebridade na web.

Alye Pollack, estudante da Bedford Middle School, de Westport, estado de Connecticut, na costa leste dos Estados Unidos, já teve seu vídeo entitulado "As palavras são piores do que paus e pedras" visto por mais de 400 mil pessoas. No Facebook, ela recebe centenas de mensagens de apoio e relatos de outras vítimas de bullying. Outros internautas postaram vídeos com mensagens e músicas de apoio a Alye.

No vídeo, Alye aparece mostrando cartazes com sua mensagem de protesto, com uma música instrumental ao fundo.

"Olá, eu sou Alye. Eu estou na oitava série. Eu pareço feliz? Bem, eu não sou. Estou assim desde a sexta série. Não tenho muitos amigos. 3? 4? Por quê? Sou uma vítima de bullying. Não há um dia que se passa sem uma dessas palavras: "piranha, vagabunda, gorda, lésbica, vadia, maluca, feia, esquisita", relata Alye mostrando as placas.

O protesto continua: "Eu não vou me cortar, mas estou perto. Passo mais tempo na terapia do que nas minhas aulas. Gosto da minha escola, só não gosto das crianças (alunos). Será que na high school (ensino médio) as coisas vão piorar? Socorro".

A mensagem termina com um recado para os agressores. "Pense um pouco antes de dizer as coisas. Isto pode salvar vidas. Não seja um assassino. Paus e pedras? São as palavras que machucam."

Em entrevista à rede de TV CNN na noite desta segunda-feira (4), Alye disse que muita gente faz bullying contra outra pessoa por causa de ciúmes ou pura insegurança. "Eles não deviam fazem bullying contra ninguém, deviam conversar com seus pais ou um psicólogo", disse Alye, na entrevista ao lado de sua mãe. "O bullying precisa terminar totalmente, não pode ser tolerado por ninguém. Não importa o que alguém tenha feito para você, você jamais pode praticar o bullying contra essa pessoa."

Alye comentou ainda sobre a repercussão do vídeo. "Muita gente veio até mim e disse: 'Agora eu sei que não se deve dizer coisas ruins'. E isso é simplesmente fantástico, porque as pessoas estão realmente sendo afetadas por meu vídeo."

Outros casos de bullying

O vídeo de Alye Pollack segue o caminho do sucesso recente da entrevista do garoto Casey Heynes, que após se cansar de tanta provocação de um colega reagiu ao bullying e o arremessou contra o chão. Casey também ganhou uma série de admiradores por sua atitude.

No Brasil, o bullying segue fazendo vítimas. Em Ribeirão Preto (SP), a estudante de enfermagem Ana Claudia Karen Lauer afirma ter sido espancada por três alunas na sexta-feira (1º). A agressão ocorreu em frente ao Centro Universitário Barão de Mauá após a estudante ter denunciado à coordenação que era perseguida por outros alunos.

No Rio, uma menina de 13 anos relatou as agressões que sofreu em uma escola municipal do subúrbio. Ela alega que a escola não a ajudou. Em outro caso, a Justiça do Rio condenou o Colégio Nossa Senhora da Piedade a indenizar em R$ 35 mil reais a família de uma ex-aluna que foi vítima de bullying dentro da escola.

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