Amigo de verdade

Amigo de verdade

Atualizado: Sexta-feira, 14 Outubro de 2011 as 1:07

A oração é para o cristão, o que leite é para o recém nascido. Assim como o bebê não pode ficar sem o leite, um cristão não sobreviverá muito tempo de pé sem oração. Osmar Ludovico diz que "a oração é uma relação de amizade pessoal com Deus. Não cabe num molde para ser reproduzida. É pessoal, espontânea e transformadora". A oração é, e continuará sendo, uma prática de todo cristão autêntico. Orar não significa dedicar alguns minutos de manhã e à noite para balbuciar algumas palavras a Deus. Oração é relacionamento. Um relacionamento que controla a vida toda. Orar significa que a própria vida tornou-se um diálogo com Deus. Envolve muito mais do que proferir palavras.

É muito mais do que falar com a boca, é falar com o coração. A oração é uma prática indispensável. Em Mateus 6:5-8, existem pelo menos dois princípios fundamentais sobre a oração que você deve saber. Estes princípios estão ligados com as nossas motivações ao orarmos. O primeiro princípio está nos versículos 5 e 6 de Mateus 6, e é o seguinte: Nós não oramos para que os homens nos aplaudam: Oramos para nutrir a nossa amizade com Deus, o nosso Pai. Você conhece alguém que gosta de orar para ostentar aparência de espiritualidade? É disso que Jesus está falando. De gente que ora "para" ser visto e aplaudido pelos homens, e não para buscar aquietar a alma, saindo da agitação, dos olhares humanos e das tagarelices, para falar com Deus.

Jesus não estava condenando a oração pública, mas orar para se exibir. Os religiosos do tempo de Jesus tinham horários de oração determinados para a manhã, ao meio-dia e à noite. Há um tratado rabínico que diz que a oração matinal era feita na sinagoga, e quando a pessoa não conseguia chegar deveria orar onde estivesse. Por isso, muitas vezes se via uma pessoa no meio da rua orando. Desse modo ele cumpria fiel e pontualmente o horário da oração. Todavia, estes religiosos, para se mostrarem espirituais, faziam questões de estarem nas "esquinas das ruas" nos horários da oração. Jesus os chama de hipócritas! Essa palavra, no original, esta relacionada com teatro. Eles eram atores! E se tem uma coisa que ator gosta é de platéia. Por isso gostavam de orar em pé, nas esquinas das ruas.

Ali, as pessoas podiam olhá-los e admira-los pela sua devoção. Jesus, no entanto, mostrou que o que deve nos levar a orar não deve ser receber o aplauso dos seres humanos, mas a aprovação divina. Ele incentivou seus seguidores a orarem no quarto, em secreto. O quarto a que Jesus se refere é o "quarto dos suprimentos". Nas casas dos agricultores da Palestina, era o lugar mais íntimo, porque os suprimentos precisavam ficar escondidos dos ladrões e dos animais selvagens. Este lugar, normalmente, era a única parte da casa com tranca. Ele também não possuía janelas. Por isso mesmo, é duplamente apropriado para ilustrar o que Jesus quis ensinar. Nele, ninguém podia entrar e nem olhar para dentro. No quarto em secreto, não existe platéia, não existem pessoas para aplaudir e parabenizar.

Que ator gosta de atuar no quarto em secreto? Atores não gostam do quarto, mas é ali que o discípulo busca a Deus, o "Pai". Veja que Jesus tira o foco da oração dos aplausos e o coloca em Deus. É assim que deve ser. E por quê? Porque o alvo da nossa oração não é o homem, mas Deus. Oração é relacionamento. Trata-se de uma experiência do coração. Você tem orado a teu Pai? Faça isso. Sozinho. Você e Ele. Jesus diz que ele nos vê e nos "recompensará". A palavra grega tem o sentido de "devolver o que recebeu" ou "saldar uma dívida".

A ideia é que Deus reconhece o fato de reservarmos um tempo em nosso corre e corre, para estar com ele.

À sua maneira, ele nos recompensará por isso. Creia!

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