Cruz: começo e fim

Cruz: começo e fim

Atualizado: Sexta-feira, 24 Maio de 2013 as 4:25

 

cruzNão consigo caminhar, conhecer, ser conhecido, trocar, receber e doar sem perceber o quanto as pessoas estão afastadas umas das outras e de Deus. Muito se fala de relacionamentos interpessoais. Eu mesmo defendo que o cristianismo é relacional em sua essência. Por isso, responda-me se puder: há outra maneira de vivenciarmos nossa existência nesse planeta sem o encontro com o outro?
 
Não seria tempo de exercitarmos a reconciliação?
Reconciliação é um exercício que exige de nós maturidade e entendimento de quanto a cruz invisível está presente de forma visível em uma nova vida. Gera restabelecimento de relações entre duas ou mais pessoas que andavam afastadas.
 
Quantos caminham como se estivessem sozinhos na terra, vivendo apenas com aqueles que aparentemente têm tudo em comum? Para muitos, não é possível caminhar com o “diferente”. Não será que dessa forma de agir e pensar surgem os conflitos e todas as consequências?
 
O homem afasta o “diferente”, constrói muros e deixa de experimentar a comunhão que gera crescimento. É tempo de voltarmos para a cruz que quebra barreiras, aproxima, e nos faz um, não só na cruz invisível, mas, principalmente, na realidade e dinâmica da vida.
 
Quais são as diferenças mais difíceis de superar para se aproximar e caminhar ao lado de alguém? Cristo nos chama todos os dias a uma transformação de mente, coração e para perceber que não estamos sozinhos.
 
A transformação nos conduzirá a amizades e relacionamentos saudáveis, equilibrados, que geram um novo começo. As nossas atitudes nos levarão de volta a cruz, começo e fim da caminhada cristã. Lá [e somente lá] nos encontraremos com o novo homem, agora amigo de Deus, pacificador e reconciliador em um mundo desgarrado e intolerante.
 
Estar perto ou longe do outro e da cruz determina o tipo de vida que vamos experimentar enquanto estivermos por aqui.
 
…nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a reconciliação”. [Rm 5. 11]
 
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Jeverton “Magrão” Ledo 
 

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