Cuidado, engataram a marcha ré

Cuidado, engataram a marcha ré

Atualizado: Segunda-feira, 27 Junho de 2011 as 10:01

Cuidado, engataram a marcha ré. Se colocarmos os ingredientes que afirmam não ter preconceito, nada rejeitar, não ser racista, aceitar todas as opções e orientações, defender a liberdade de expressão e ser tolerante com todos os estilos e filosofias, conseguiremos aprovar qualquer coisa, até a marcha da maconha.

Polêmicas e argumentos não faltam a favor ou contra. Afirmações de que a droga não faz mal soa extremamente irresponsável. Autoridades afirmarem que a livre expressão através da marcha não é o mesmo que liberar o consumo é uma decisão que nos deixa com aquela expressão de ué, como assim? A marcha legalmente autorizada abre o caminho para aprovações, comércios, impostos. Sem falar que abre caminho para outras marchas que estão apenas observando o desdobramento das decisões, para então reivindicar seus direitos e também poderem marchar!?!?

Quando se aprova a marcha da maconha, simplesmente se despreza outras marchas. Por exemplo, a dos pais. Quantos pais há neste Brasil marchando invisível e incansavelmente para tentar ver seus filhos livres do vício? Quantos pais sofrendo alterações de pressão, sofrendo depressão, sendo enfim debilitados na saúde? Quantos pais marchando para altares de oração na esperança de uma fé que não desiste? Quantos pais marchando sem nenhuma proteção até as mais arriscadas bocas de fumo, tão somente para resgatar seus filhos? E estas marchas? Quem vai olhar por elas?

O que esperar de uma geração que exalta o álcool, as drogas, a promiscuidade e a luxúria? Que marchas ainda virão de mentes tão confusas e fragilizadas como essas? As respostas negativas parecem dominar num ambiente onde as pessoas se esqueceram de crescer, onde ainda insistem em pensar com cabeça de papel, e marcham, marcham, marcham de qualquer jeito, por qualquer causa, sem considerar que o fogo pode incendiar o quartel. E dá-lhe correria e desespero, acode, acode, acode a bandeira nacional!

Marcha é manifestação antiga. Existe de todo tipo e forma. Termino este texto com uma marcha que sempre me emociona, a nupcial. Esta marcha me lembra que a igreja é a noiva que está em marcha para encontrar-se com seu noivo. Encontro que marcará o momento quando os reinos deste mundo passarão a ser do nosso Senhor e do seu Cristo. Não vacile, nunca foi tão necessário marchar pela fé como agora.

Paz!

Edmilson Ferreira Mendes é teólogo. Atua profissionalmente há mais de 20 anos na área de Propaganda e Marketing. Voluntariamente, exerce o pastorado há mais de dez anos. Além de conferencista e preletor em vários eventos, também é escritor, autor de quatro livros: "Adolescência Virtual", "Por que esta geração não acorda?", "Caminhos" e "Aliança".

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