Enfim, o dia do macarrão

Enfim, o dia do macarrão

Atualizado: Quarta-feira, 3 Agosto de 2011 as 10:53

Todas as férias de julho e de janeiro, eu, meu irmão e meus dois primos maternos, vamos passar uns três dias na casa dos meus avós, também maternos. Tudo isso deve ao dia do macarrão. Desde que eu me entendo por gente isso acontece. Em um desses três dias, o almoço é macarrão, mas não é qualquer macarrão, não compramos a massa pronta, nós fazemos a massa. Quando éramos crianças, todos participavam da bagunça, mas agora, em geral, só eu e minha prima, e às vezes meu primo.

Nós fazemos a massa do macarrão, colocando exatamente as medidas da receita, fazendo a maior meleca e torcendo para que ela saia direito, depois que a massa descansa, nós dividimos pra fazer macarrão grosso e fino, e depois que a massa está pronta para ser cortada, começamos a cortar, esse é o processo mais confuso da história toda, porque temos que encher a máquina de farinha, o macarrão começa a grudar, enrugar, e parece que vai virar uma massa de novo, mas depois de muita farinha e fubá até que ele não gruda tanto. Mas ainda sim fica aquele medo de que a coisa não tenha saído direito.

Nós somos a massa do macarrão, pra dar certo precisamos de uma receita, de algo que nos diga o que e como fazer.

Precisamos do descanso, pra que cheguemos ao ponto, nós precisamos de paciência, de espera. E depois mesmo quando achamos que está no ponto, descobrimos que não somos perfeitos, nossa massa continua grudenta e confusa, ainda estamos moles demais.

O macarrão não fica pronto se ele não tiver uma ajudinha: água fervendo. Só assim ele pode ser cozido. Nós também não vamos conseguir consistência, equilíbrio e sabor nas nossas vidas sem uma pequena grande ajuda: Deus.

Mas tem uma coisa boa nessa coisa toda do macarrão, e da gente também. Depois que ele está cozido, fica tão bom que nós descobrimos que foi bom ter passado por aquelas experiências!

Por: Mariana Mendes

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