Haverá amor?

Haverá amor?

Atualizado: Quinta-feira, 2 Junho de 2011 as 3:06

Estes dias, meditando e observando a atitude e frases de muitas pessoas que se mostram impacientes com a dor e a grande duração do luto de algumas pessoas que conheço, lembrei-me das palavras lidas em 1 João 4:20: "... Pois quem não ama seu irmão ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?"

Temos o hábito de nos preocuparmos com nossos problemas, com nossas dores, com nossos dilemas. Eles são sempre piores do que o dos outros. Ninguém sofre como eu sofro, costuma ser nosso pensamento.

Desta forma aprendemos a nos fecharmos em nós mesmos e não sentirmos a dor do outro, o problema do outro, a vida do outro. O que importa é se eu estou bem.

Alguém morreu? Que pena! Antes ele do que eu!

Não sentimos falta dos que se foram, não nos impressionamos com as tragédias que nos cercam, ou, quando nos preocupamos, este sentimento é movido pelo ódio, pela vingança, mas ele dura pouco, termina assim que a próxima notícia for jogada e trabalhada pela mídia. Hoje a notícia é a Isabela, mas e amanhã? Amanhã ninguém mais se lembrará dela. Ninguém não, talvez sua mãe lembrará, talvez a avó, mas vai passar, e se demorar para passar a paciência das pessoas se vai, afinal, ela morreu, fazer o quê? Vamos tocar a vida pra frente, não podemos parar, não podemos nos abater, a vida continua.

Sim, a vida continua, mas já não continua igual, falta alguém, alguém que jamais voltará, alguém que jamais será substituída por ninguém.

Fico pensando se esta frieza toda com que o mundo vê e trata a morte não é uma estratégia de satanás, pois se eu não amo quem eu vejo, como posso amar a Deus a quem não vejo?

Ou seja, se a morte das pessoas que eu amo, que estão ao meu lado, que vou ao velório, que vejo o caixão, acompanho o sepultamento, mas logo eu supero e esqueço tão facilmente, vou esquecer também a morte essencial e fundamental para a minha vida: a morte de Cristo.

Exagero? Não sei. Em Lucas 16:10 lemos: "Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito..."

Talvez esta frieza toda em um luto também me faz fria para sentir a profundidade do sacrifício de Cristo na cruz. Ele Se deu por nós, Sua vida se foi, Seu sangue foi derramado por nós, mas afinal, isto já passou, já faz tempo, já superei.

Pense nisto. Jesus se entregou por cada um de nós, se fossemos o único ser humano da terra, Jesus morreria só por mim, só por você, ou só por aquela pessoa que morreu e que já não nos lembramos, ou não mais choramos, ou não mais sentimos sua falta.

Precisamos voltar ao verdadeiro amor, precisamos reaprender a valorizar as pessoas, pois Jesus as valorizou morrendo por elas.

Ame mais, chore mais, sinta mais, sofra mais, pense no amor que Cristo nos ofereceu e nos oferece a cada instante. Somos únicos para Deus e precisamos fazer as pessoas sentirem que são únicas em nossas vidas.

Talvez este amor fará diferença em uma sociedade tão fria e tão corrompida como a nossa, talvez você pregue a Salvação não através do seu muito falar, mas através de uma vida de amor verdadeiro e profundo. AME!

Por: Regina Guimarães

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