Meu bem, meu mal

Meu bem, meu mal

Atualizado: Quinta-feira, 27 Outubro de 2011 as 9:42

O que é mais forte? O bem ou o mal?

Faço essa pergunta com sinceridade porque não sei realmente a resposta. Filmes espalhados aos milhares pelo mundo, obras literárias e uma infinidade maior ainda de poemas englobam, enaltecem e incentivam as atitudes ditas boas em detrimento às más.  Em filmes, sobretudo os americanos, vemos a vilão (derivação de vil que significa desprezível, repugnante, abjeto, etc...) sendo preso ou morto sempre com a feição desonrosa que nos deixa claro que “o crime não compensa”. Mas será? Será mesmo que não compensa?

Assistia esta semana nos tele noticiários que o Brasil está entre os países mais violentos do mundo. Mas somos um país cristão poxa vida! Os evangélicos estão aumentando em número e expressão no congresso nacional (que nada mais é que o reflexo do povo brasileiro) e era desse esperar que alguma mudança fosse mais palpável não acham? Para mim é claro que o povo deveria cobrar através do mecanismo que bem entender de nossos governantes, pois o dinheiro que pagamos em nossa alta taxa de impostos deveria sem encaminhado para os mais necessitados para garantir que estes tivessem saúde, segurança, emprego, educação e uma qualidade de vida digna, mas isso não acontece e o pior, a “Igreja” que é a representante de Deus entre os homens que deveria se esforçar para mudar este paradigma tem cooperado para que o povo seja mais e mais espoliado. Não é de se admirar que a sensação de impunidade infecte o ar e que cidadãos inclinem-se aos delitos.

Mas findo meu texto com a mesma pergunta que iniciei: O que é mais forte? BEM ou MAL? Se o bem é mais forte porque somos instintivamente maus? Se a luz domina as trevas porque temos que fazer força para ser “luz” enquanto para sermos “trevas” basta agirmos com naturalidade? Talvez estas sejam perguntas que meu bom amigo Cristiano possa responder, talvez tudo se resuma ao campo filosófico e abstrato. Não sei! Espero que após descobrir a resposta possamos começar a tratar de resolver isso como cristãos, cidadãos e seres humanos.

Por: Alexandre Pepe

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