O amor vence: Deus & Sorvete

O amor vence: Deus & Sorvete

Atualizado: Terça-feira, 15 Março de 2011 as 1:47

Alguns meses atrás eu fui ouvir o autor Francis Chan falar em Belfast, Irlanda do Norte. Eu nunca li nenhum de seus livros ou tinha ouvido falar sobre ele. Eu nem sequer sabia com quem ele parecia. (O Chan que eu sei é Jackie, então eu fui para essa imagem).

Ele falou sobre algumas coisas, mas houve uma coisa que ele falou que realmente chamou a minha atenção. Ele contou uma história sobre uma ocasião em que sua filha tirou um F em um teste na escola. A maioria dos pais diriam aos seus filhos um bocado de palavras afirmando que eles precisariam trabalhar mais duro ou os mais sortudos escutariam de seus pais que os filhos são capazes de muito mais, porém a resposta de Francis Chan era bem diferente.

Quando a filha lhe disse sobre a nota baixa que tirou, ele prometeu fazer três coisas: prometeu levá-la para jantar fora, seguido por um filme e tudo regado com um pouco de sorvete.

Tenho certeza que você concordaria com as promessas de Chain se a ocasião fosse em comemoração de uma boa nota, então, por que Francis decidiu fazer isso em vez de mandá-la para o quarto para enfiar a cabeça em seus livros?

Ele estava ficando louco? Ou ele estava criando uma falsa sensação de segurança para que ele pudesse então descer sobre ela como uma tonelada de tijolos? Haveria outra razão?

Pode ser, talvez, que ele saiba que sua filha é jovem, e vai cometer erros? Ele sabia que ela provavelmente se sentia suficiente mau e assustada com a situação e  gritar com ela não seria produtivo.

Tudo isso inevitavelmente me fez pensar em Deus.Por muito tempo da  minha vida eu entendi que Deus era uma espécie de velho no céu que sorri ou franze a testa dependendo de nossas ações. Mas e se eu estou errado? E se Deus não é assim em tudo?

E se quando fazemos algo que não é bom para nós ou nos fez recuar alguns passos, Deus está esperando para derramar amor em nós? E se nosso primeiro pensamento de Deus é aquele em que Ele está sentado, esperando para nos atacar com raios quando erramos?

Não é fácil fazer isso. Não é fácil, especialmente se você não está acostumado a pensar em Deus nesses termos. Não é fácil se você está lutando com alguma coisa e estão sempre atrapalhando. Não é fácil porque o mundo à nossa volta nos diz que se você fizer algo errado vai pagar por isso.

Mas eu acredito que nós precisamos.

A Bíblia fala sobre um Deus que nos ama, e pensa em nossos futuros. Um Deus que nos ama como se nós merecemos. Um Deus que nos ama com base no que Ele sabe que pode ser melhor que o que somos.

E é isso que deve nos motivar a viver uma vida santa. Não é medo ou senso de dever,mas saber que somos livres e somos amados, não importa como.

Eu não sei como a filha de Francis vai reagir da próxima vez que cometer um erro. Talvez ela tenha entendido e agora sente-se livre para ir a seu pai e aceitar seu amor. Talvez ela tenha se assustado e retornado as velhas rotinas.Vamos ser honestos, Deus não vai deixar de nos amar.

Mas precisamos começar a ver Deus como Ele é. Quando erramos Ele está pronto a nos amar. Ele está pronto para nos dar esperança. Para dar-nos coisas que não merecemos. Ele quer mostrar-nos que se importa e Ele quer nos dar coisas que não merecemos.

Haverá pessoas para dizer que você precisa pagar por tudo que você faz de errado. Isse não é o pensamento daa maioria de nós. 

Como podemos ignorar o sacríficio de Jesus na cruz? Ele morreu por nós, mesmo sem saber como iríamos reagir. Ele morreu por nós sabendo que ainda iríamos pecar.

O que nós fazemos então ?

Podemos ter certeza que ainda vamos pecar contra Deus (e eu peco sempre), mas existe apenas uma coisa que Ele quer fazer: Ele quer levá-lo para tomar sorvete.

Por Paul Robinson   

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