O bendito fone de ouvido

O bendito fone de ouvido

Atualizado: Quinta-feira, 7 Fevereiro de 2013 as 3:56

 

fone de ouvidoUma das definições de rotina é: repetição monótona e mecânica de atos. Lendo essa definição, fiquei pensando em quantas coisas na nossa vida caem em uma rotina fria e sem graça e, o que é pior, nem percebemos.
 
Há um tempo, eu andava sempre de ônibus, para ir ao trabalho, casa dos amigos, ir ao centro da cidade. E algo que sempre me chamava atenção era a individualidade das pessoas dentro dos ônibus, cada uma com seu fone de ouvido, curtindo sua música, sua estação de rádio. Pelo menos 8 entre 10 pessoas, estava com fones. (Segundo fonte de pesquisas feita por mim através de observação…kkk)
 
O que pode parecer engraçado para você, mas é triste para mim, é que eu gosto de conversar, e no ônibus então… é super legal! Conhecer gente nova, histórias novas, são oportunidades únicas para você compartilhar coisas divinas. Mas, com quem eu converso quando todo mundo só quer aquilo que é “seu” e nada de compartilhar com o outro? Isso me fez pensar…
 
Não só nos ônibus, mas em vários âmbitos da sociedade, as coisas estão acontecendo assim como dizia meu avô: “Venha a nós e a vosso reino nada!”. As pessoas estão se isolando nas suas necessidades, nos seus prazeres, naquilo que precisam buscar, ter, ser, fazer. E nada fazem para dar, oferecer, promover. Elas estão se colocando em 1º, 2º, 3º, até 4º lugar. Agora, o lugar do próximo, sabe-se lá em que numeração se encontra!
 
Para alguns, a vida tem girado no mesmo lugar, somente em volta de si. E não sei se você já percebeu, mas quando buscamos apenas os nossos interesses parece que não crescemos muito, as coisas não avançam na velocidade que esperamos. No entanto, quando o contrário ocorre, quando buscamos valorizar o outro, a nossa vida fica bem diferente, fica bem mais animada, com sentido, com cor, sem monotonia.
 
A individualidade pode não ser o mesmo que egoísmo, mas quando isso se torna uma oposição ao coletivismo, uma oposição fria e calculista daquilo que é primordial apenas para o seu umbigo e o seu próximo que “se vire”, colocar tudo o que necessita em primeiro lugar em detrimento do ambiente ou das pessoas com que se relaciona (ou não), é egoísmo sim! E isso, é o que me parece ter se tornado o mal do século.
 
Sabe, entendo e aceito que tenhamos nossas particularidades, aquilo que é nosso só nosso, porém é inadmissível que isso seja motivo para darmos as costas ou fingirmos que não existem necessidades, desejos, sonhos, do nosso lado.
 
Fomos chamados por Deus para demonstrar amor, carinho, atenção por quem quer que seja em qualquer lugar. Sempre terá alguém ao seu lado, crente ou não, que pode e precisa ser amado por você.
 
Admiro um projeto novo que iniciou no último fim de semana aqui em Campina Grande-PB, o “Explosão do Amor de Deus”. Este é um projeto evangelístico do departamento de jovens da Igreja Batista Shalom. A 1ª ação do projeto foi na rua! (Já amei isso!) Fazendo a “Blitz do Amor” em um sinal de trânsito bem movimentado da cidade. Jovens e adolescentes cheios de alegria, caras pintadas, pirulitos, mensagens de paz, transformaram a sua rotina e a de outras pessoas em um dia diferente de demonstração do amor de Deus. Mais de 1000 pessoas foram alcançadas e perceberam que não precisam viver pra sempre na mesma rotina!
 
Essa foi a ideia deles para saírem do egoísmo, do “mundinho” deles e se importarem com o próximo. E você? Qual é a sua ideia para #SairdaRotina?
 
 
por Taisa Santana
 

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