Pós carnaval. O que faremos ao retornar?

Pós carnaval. O que faremos ao retornar?

Atualizado: Quarta-feira, 6 Fevereiro de 2013 as 3:28

 

joevnsPara nossa alegria mal começamos mais um ano e um longo feriado nos espera. Viagens, amigos e, para muitos que se retiram do barulho e das nuvens cinzas de poluição, até mesmo outra “atmosfera”. Jovens e adolescentes de diferentes comunidades e igrejas estão de malas prontas para o tão planejado e aguardado acampamento de carnaval. Antes da saída temos o pré -acamp, um “esquenta as turbinas” para esses dias onde tudo parece tão diferente.
 
Sempre me intrigou as coisas que acontecem durante esses quatro ou cinco dias “mágicos”. São dias que nos enchem de uma força tão grande. Parece que na volta seremos capazes de vencer tudo que vier como obstáculo que impeça o prosseguir nessa estrada da vida.
 
Você pode se perguntar se esse texto é um desabafo, ou uma crítica. Olho com outra perspectiva. A perspectiva da preocupação do dia seguinte, ou melhor, da continuidade da nossa caminhada. Nesses dias nos embriagamos de emoções, sentimentos, renovamos votos, nos reencontramos, juntamo-nos em grupo em uma clara demonstração das necessidades que gritam em rostos juvenis.
 
Por vezes pensei como seria bom se isso não terminasse numa quarta-feira de cinzas. Se ao invés de voltarmos, simplesmente nos fosse permitido continuar ali, na espera daquele grande dia do nosso resgate.
 
 
Tenho certeza que você já pensou assim. Felizmente, a volta, o “pós” nos espera. Fica a pergunta: o que faremos ao retornar?
 
Corremos para nos manter animados, cheios de esperança e certos que agora tudo será diferente. Será possível? Para muitos essa força parece ir se esvaindo em dias, ou semanas. Será que o confronto com a realidade de um mundo carente nos abate, e nos vemos novamente impotentes? O pós tem muito a nos ensinar. Onde você estiver nesses dias, aproveite para ter um encontro real e pessoal na perspectiva correta que mais do que a ida, a volta é mais importante. Fica a reflexão, e que cada um compreenda que os outros 300 e tantos dias são um constante desafio de prática do amor, paciência e esperança.
 
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por Jeverton Ledo
 

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