Qual a solução para a promiscuidade das ruas?

Qual a solução para a promiscuidade das ruas?

Atualizado: Segunda-feira, 28 Fevereiro de 2011 as 4:03

Resposta em uma palavra: Família. O mundo se inventa, se reinventa, se transforma, se recicla. A família persiste. Modelos vários são imaginados e praticados, todos bradando que a família tradicional vai acabar. Décadas com este discurso estão passando e a família, tradicional, continua com seu lugar. E persistindo. Que o mundo se afoga mais e mais num lixo moral e assim será até a volta de Cristo, é profecia bíblica e antiga, já está escrito. O projeto família, porém, pertence a Deus. Assim, contra todas as tendências, ataques, ridicularizações, afrontas e ameaças, o modelo proposto por Deus continuará dando beleza a sociedade.

Um pálido exemplo nos chega de São Paulo, ali, na Rua Augusta. Recente reportagem da Folha foca na mudança de perfil dos freqüentadores da famosa rua. Tal mudança está acontecendo sem estardalhaço na mídia, mas os habituais freqüentadores já detectam as transformações. As opiniões se apóiam nas ações imobiliárias da região. Mais de dez projetos de novos prédios estão em andamento, sendo a maioria de prédios residenciais. Ou seja, a construção de tais prédios exige a demolição de antigas construções que abrigavam inferninhos noturnos. Em 2007 existiam na Augusta 21 boates, hoje são 10 e, em pouco tempo serão 9, pois a boate Maison já está no mesmo processo. Carlos Garcia, 46, porteiro atual da boate Maison declarou: Em minhas previsões mais otimistas, a Augusta do entretenimento noturno masculino deve sumir em quatro anos.

Em outras palavras, o noturno cenário promíscuo da Augusta terá de encontrar outro endereço porque famílias ocuparão imóveis com fins exclusivamente residenciais. Chamei de pálido exemplo porque, é óbvio, no bolo das famílias que para lá mudarão terá de tudo, mas o fato objetivo é que o simples termo Prédio Residencial já muda o perfil de um lugar.

Nem as construtoras, nem a Folha, nem os investidores, pelo menos na sua maioria, estão preocupados com a promiscuidade que resulta na decadência urbana a que somos submetidos. Sem que planejassem nos fizeram relembrar a força do projeto nascido no Éden. Pense na revolução social que a igreja causaria se conseguisse apresentar um número maior de famílias saudáveis, certamente o mandamento que nos desafia a sermos sal e luz no mundo estaria fluindo com muito mais eficiência. Consegue perceber o estrago para a pregação do evangelho que é causado por divórcios, separações, adultérios, abortos e todos os tipos de pecados que acontecem no meio do povo de Deus?

Se a maioria dos freqüentadores noturnos da Augusta entende que o ambiente residencial merece respeito, precisamos admitir a força latente que persiste na família. Como o boi, de vez em quando sinto que a igreja não sabe a força que tem. Deus deu o modelo e prometeu não abandonar a todos que seguirem o modelo. Como que afirmando ser um modelo ultrapassado, o mundo rotula a família judaico-cristã de tradicional. Olhe a sua volta, sempre existirá uma família tradicional para ser observada, ela tem respeito, moral, ordem e, acima de tudo, amor e paz. Acima do que é observável, no entanto, tal família tem a fonte que lhe dá vida e força para se perpetuar e a tudo superar: Os cuidados do seu Autor, o zelo do próprio Deus.

Paz!

Edmilson Ferreira Mendes é teólogo. Atua profissionalmente há mais de 20 anos na área de Propaganda e Marketing. Voluntariamente, exerce o pastorado há mais de dez anos. Além de conferencista e preletor em vários eventos, também é escritor, autor de quatro livros: "Adolescência Virtual", "Por que esta geração não acorda?", "Caminhos" e "Aliança".

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