Que tal a inversão?

Que tal a inversão?

Atualizado: Sexta-feira, 18 Janeiro de 2013 as 12:15

 

retorno - inversãoVocê já imaginou como seria se a ordem das coisas fosse invertida? Por exemplo, se toda afirmação fosse uma pergunta, e se toda pergunta fosse uma afirmação? Você também não tem a sensação de que a inversão é , no mínimo, intrigante ? E se, daqui até o fim do post só houvesse perguntas? É um pouco perturbador ler um texto assim, não?
 
Será que quando as pessoas “nos leem”, elas sentem algum tipo de desconforto que as leva buscar respostas?  Será que Deus não espera que seus filhos sejam algo que põe em questão toda a ordem posta? Jesus não fez isso? Afinal, é o servo maior que seu senhor?
 
Você se lembra qual foi a reação dos discípulos quando Jesus acalmou a tempestade? “Quem é esse, que até o vento e o mar lhe obedecem?” Ou quando Deus exalta sua glória, como ele começa? “A quem vocês vão me comparar?” E quando Deus foi buscar o homem, você se lembra? “Adão, onde estás?”
 
Vamos parar um pouco. Cansa né? Opa, perguntei de novo. Cansa. Cansa porque perguntas demais geram ansiedade. Todos queremos respostas pra entender os elementos da questão. A questão nos impulsiona. O mundo ao nosso redor precisa de uma resposta que una todos os elementos e organize o caos. Precisa respirar, precisa de oxigênio, precisa de algo pra firmar os pés.  A minha proposta nesse post é provocar você pra querer ser uma pergunta, porque a resposta nós já temos.
 
Amem seus inimigos. Deem a outra face. Andem duas milhas. Falem bem dos que falam mal de vocês. Orem pelos que perseguem vocês. Perdoem, perdoem e perdoem. Saiam no prejuízo. Sejam os menores. Esqueçam seus direitos. Percam para achar. Morram para viver.
São as palavras de Jesus, palavras lindas e duras que  apaixonam e de fato intrigam. Jesus propõe aqui uma inversão da ordem posta no mundo. Jesus nos ensina a  engolir a seco os nossos ônus e transforma-los em amor. Foi o que Jesus fez, e é exatamente essa a famosa “diferença” que nós tanto falamos que devemos fazer. Devemos aprender, repito, engolir a seco nossos prejuízos e responder com amor a tudo o que vivemos. Essa é a inversão que Deus espera de nós, esse é o amor-ação. Que recompensa teremos se somente amarmos nossos amigos?
 
As pessoas não buscam se definir? Eu proponho a inversão: Seja uma pergunta. Não disse dúvida, disse pergunta. Seja a inversão que Deus nos ensinou a ser: firmado pra sempre na certeza de quem é Jesus, reaja a sua realidade quebrando toda a lógica que é seguida por quem não ouviu os conselhos do Mestre. Obedeça a lei do amor. Isso choca, isso faz com que esse mundo pare de nos taxar como fechados e dogmáticos e queira perguntar. Isso nos faz brilhar. A luz em si não é a resposta, a luz mostra o caminho. Não é isso que devemos fazer,”ser a luz pra apontar o caminho pra salvar, e a verdade que em Ti está, eterno Rei“?
 
Que nossa luz brilhe para que o mundo a nossa volta possa perguntar, como Paulo um dia perguntou porque também viu a luz: “Quem é o Senhor?”
 
A resposta nós sabemos. Precisamos ser a pergunta que o mundo não consegue formular!
Que tal a inversão?
 
 
por Luiz Fernando
via o2.org.br
 

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