Ser "simplesmente correto" já não basta mais

Ser "simplesmente correto" já não basta mais

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 10:08

Ser "simplesmente correto" já não basta mais

Escova é pouco, precisa ser escova progressiva. Bactérias já não têm o mesmo impacto, agora é a vez das super bactérias. Celulares, você sabe, há tempos fazem muito mais que ligações. Apenas freio não resolve, é necessário freio ABS. TV tem de ser 3D. Coisas e tendências se transformam e se superam cada vez mais rápido. Impotentes, não conseguimos acompanhar a velocidade das mudanças, então, frustração é o que sobra.

Em meio a esta avalanche de novidades e códigos sociais até então desconhecidos, tentamos nos segurar em valores que sempre acreditamos corretos, afinal, fazer o certo nos garantia leveza na consciência e a boa sensação de decência, de boa moral, de bons costumes, de aprovação. A constatação triste é que está cada vez mais complicado se segurar em valores somente corretos.

Pessoas boas estão sendo derrotadas. Eclesiastes 7:7 na antiguidade já tinha avisado sobre este colapso: A opressão faz endoidecer até o sábio, e o suborno corrompe o coração. Impensável, mas possível. A pressão é tão grande que até mesmo pessoas sábias começam a aceitar estranhos questionamentos sobre o que é ou não é correto. Neste ponto a luz vermelha começa a piscar e muitos, inexplicavelmente envolvidos e enfraquecidos, se deixam levar.

Toda a cadeia produtiva do mal sacou que não dava simplesmente para ser o oposto das Escrituras. Ser contra estava sendo muito improdutivo, era como admitir que os ensinamentos da Bíblia são corretos e todos os ensinamentos contrários são errados. O que fez a cadeia produtiva do mal? Usurpou termos, conceitos e palavras, redecorou antigas filosofias, reescreveu antigos discursos, deu uma roupagem nova para antigos pecados e partiu para a ofensiva com todo seu exército. Sem dó ou apelação.

Pela manhã telejornais dirigidos, programas cheios de receitas para o estômago e também para a alma, desenhos cheios de citações adultas assistidos por crianças na primeira infância, depois esportes para animar o circo, mais notícias, e programas chulos, e fofocas, e novelas, isso tudo é TV. Ainda tem o rádio, o jornal, a revista, a internet, todos a serviço de uma nova agenda que nos tem sido imposta dia a dia. Uma agenda que vai sistematicamente nos empurrando goela abaixo aquilo que os tempos atuais determinam como correto.

Quem define o que é correto para a opinião pública não é mais o Livro, mas o STF, as emissoras de TV, as redações dos jornais, os ministérios da educação e da cultura, as produções artísticas, etc, etc, e etc. Para essa patrulha incansável, ser só correto é ser preconceituoso, atrasado, pré-histórico, racista, legalista. Na atual sociedade já não basta ser correto, tem de ser politicamente correto. Percebeu a nova roupagem? A palavra correto agora é usada para afirmar que aquilo que um dia foi correto, já não o é mais. Só é se tiver o acompanhamento da palavra politicamente.

E ser politicamente correto é viver para agradar, aceitar e se curvar a tudo que políticos, artistas e formadores de opinião estão nos convencendo que é correto. Caso não tenha percebido, a tão festejada democracia está bem distante destas perversas imposições de posições definidas como politicamente corretas, pois já não resta outra opção a não ser aceitar para ser aceito. Caso contrário, que se enfrente processos, humilhações, intimidações e discriminações. Ou seja, tal cenário passa bem longe do que se propaga como sendo democracia.

Você acha isso correto? Enquanto pensa e reflete na sua resposta, o cenário atual só tende a piorar. O conceito já foi assimilado pela massa. Novas manias, novas modas, novas tendências, novas (i)moralidades, enfim, a cadeia produtiva do mal tem conseguido introduzir aquilo que quer, desde que colado com a expressão aprovativa: Politicamente correto. Não se deixe hipnotizar, impressionar e nem se pressionar, descarte o politicamente, preserve o respeito pelo outro independente de qualquer coisa, exija o mesmo respeito por você, exercite seu direito de escolha. Caso tenha escolhido o Deus da Bíblia, saiba, todos os corretos definidos por Ele são perfeitos e eternos, portanto não mudam e são suficientes. Impérios se ergueram e caíram, gerações floresceram e murcharam, governos existiram e sumiram, mas os corretos valores de Deus jamais falharam. Enfim, não vá na onda desta bizarra variedade de corretos tão díspares. Caminho reto, sem truques ou buracos, só um, Jesus. Ande por Ele, não tem como errar.

Paz!

Pr. Edmilson Mendes

Edmilson Ferreira Mendes é teólogo. Atua profissionalmente há mais de 20 anos na área de Propaganda e Marketing. Voluntariamente, exerce o pastorado há mais de dez anos. Além de conferencista e preletor em vários eventos, também é escritor, autor de quatro livros: "Adolescência Virtual", "Por que esta geração não acorda?", "Caminhos" e "Aliança".

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