Sofonias, o estraga-prazeres

Sofonias, o estraga-prazeres

Atualizado: Terça-feira, 31 Julho de 2012 as 1:38

Imagina que você está se divertindo muito, deitando e rolando como se diz por aí, e alguém começa a criticar a sua brincadeira, ainda mais se esta for de mal gosto e estiver prejudicando a outros. Agora imagine se, mesmo sendo um estraga-prazeres, esta pessoa estiver correta? Qual seria a atitude mais adequada a ser tomada? Prestar atenção e seguir as orientações que estão dadas, certo?

Este post trata uma pessoa assim: um estraga-prazeres. Porém ela não está muito acessível. Não, esta pessoa não é antissocial, nem sofre de misantropia. Esta pessoa não está acessível porque é desconhecido de quase todos. Esta pessoa é o profeta Sofonias.

Sofonias viveu no período de recuperação socio-política durante o reinado do rei Josias. O Rei Josias foi um excelente rei, que recuperou uma parte do que foi o desastroso reinado do rei Manassés, o pior de todos os reis de Judá.

Porém, mesmo com a reforma feita pelo rei Josias havia muita corrupção política e religiosa em Judá. Acontece que, o povo de Judá, anos antes, já havia assitido à catastrófica derrocada do reino do Norte, Israel. E, por incrível que pareça, mesmo tendo visto o que acontecera com seus irmãos do norte, mesmo tendo vivido sob a égide de um rei alheio a todos os preceitos divinos, os líderes judeus, tanto religiosos como civis, não abandonaram suas práticas exploratórias contra o povo.

O texto de Sofonias 3:1-7 nos mostra que as mais duras acusações foram feitas a estes homens que deveriam ser exemplo para todos, mas que se aproveitaram do momento de recuperação para esfolar ainda mais quem já estava esfolado.

Meu desafio a você leitor é que façamos como Sofonias, que, mesmo pertencendo à familia real (ele era bisneto do rei Ezequias), se incomodou, e reagiu contra a injustiça religiosa e política. O padrão de justiça de Sofonias era o próprio Deus que sempre mostrou graça, justiça e misericórdia para com seu povo.

Portanto, além de nos colocarmos contra o padrão humano de tratamento ao próximo, que tal se demonstrássemos a todos a graça, justiça e misericórdia, tal como Deus sempre dispensou a nós?


por Alexandre Milhoranza 

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