
Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para te condenar? Nem Eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais!
Quando a mulher chegou até a presença de Jesus, já estava sentenciada.
Os homens que a levaram àquela situação queriam apenas usá-la para incriminar Jesus por Suas próprias palavras. E como Ele age?
Primeiro, ignora a chegada dos religiosos, sempre tão prestigiados pela população em geral.
É necessário que insistam muito para que Jesus dirija-lhes a palavra.
É como se Ele estivesse dizendo que aquele tipo de pessoa não lhe atraía.
Hoje, correspondem exatamente aos representantes eclesiásticos que nós mais tememos e veneramos, aqueles que têm o poder de arrastar e julgar os pecadores em praça pública. Jesus parecia estar mais interessado em um desenho na areia.
Quando resolve quebrar o silêncio, dirige-se aos religiosos e diz: "Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher", e volta a escrever no chão. Estas palavras invertem as posições. De algozes, os religiosos passam a réus de suas próprias consciências.
A espiritualidade do amor é aquela que nos faz soltar as pedras, que nos faz voltar para dentro de nós mesmos tomados pela consciência de que também precisamos de perdão e restauração.
Num segundo momento lindíssimo desse texto, Jesus pergunta à mulher onde estavam os seus acusadores e se alguém a havia condenado.
Onde estavam os perfeitos que, diferentemente dela, não cometiam pecados?
A mulher responde que eles haviam ído embora sem condená-la.
A resposta da pecadora era necessária no processo da cura.
É isso que o amor faz: dá novas oportunidades, estende a mão para curar a alma, a ferida, revela a semelhança de todos os homens em sua miserabilidade e carência da bendita e surpreendente misericórdia do Pai.
O perdão lhe traz de volta a você algo de tremenda importância: o controle que você perdeu. Obviamente que não existe nenhum ser humano que se deleita em ser prejudicado ou injustificado por outras pessoas.
Porem, o fato é que, se alguém lhe feriu ou lhe prejudicou por meio de uma atitude ou verbalmente, ainda assim, isso não é o suficiente para que você venha causar a si mesmo um mal ainda maior ao carregar um forte ressentimento contra uma determinada pessoa.
Retire dessa experiência amarga o melhor que pode ser retirado e siga em frente com a sua vida. Essa existência é curta demais para que você venha permitir que outras pessoas que uma vez te feriram no passado, continuem a feri-la no presente por meio do ressentimento.
Os benefícios do perdão podem acrescentar a sua vida saúde, vigor e a certeza de que você também irá precisar de muito perdão de Deus ao longo da sua vida.
Arlindo Barreto é pastor, teólogo, presidente do Ministério dos Artistas de Cristo, missionário, doutor Honoris Causis em Ciências da Religião e ator. Na década de oitenta, foi conhecido por interpretar o palhaço Bozo. Atualmente, tem um novo personagem: Mr. CLOWN - o Embaixador do Reino de Deus.
Contatos: www.arlindobarreto.com.br
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