Aprenda como economizar nas compras do mês

Aprenda como economizar nas compras do mês

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 9:44

'Divido apartamento com um amigo e por mês gastamos R$ 300 no supermercado', calcula o cabeleireiro Samuel Verazani, que além da despesa mensal com alimentação, revela que diariamente são desembolsados em São Paulo, aproximadamente R$ 10 para a compra da mistura. Ou seja, Samuel e seu colega desembolsam em torno de R$ 600 por mês só para se alimentarem. Porém, a partir de março, Samuel e outros brasileiros precisam ficar atentos: a inflação dos alimentos deve voltar a acelerar, dizem analistas. A saída então é economizar e não cair nas maiores armadilhas dos centros de comércio alimentícios.

O avanço do preço da comida no país, que fez consumidores mudarem hábitos para driblar o aumento das despesas, começa a dar sinais de desaceleração. As taxas de variação de despesas relativas à alimentação continuam subindo, porém, em ritmo menor do que o observado no final do ano passado. Nesta semana, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a alta de preços do grupo alimentação e bebidas, que compõe o cálculo da inflação no país, passou de 1,32%, em dezembro, para 1,16% em janeiro. No entanto, esse movimento de desaceleração não deve manter-se por muito tempo. Para especialistas, as altas temperaturas e a valorização das cotações de commodities devem levar os preços, a partir de março, a níveis tão incômodos como os observados anteriormente.

Entre os itens que tiveram as maiores disparadas de preço estão as carnes bovinas. O alimento chegou a ficar 10,71% mais caro em novembro de 2010, segundo aponta o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Já a tradicional combinação da mesa do brasileiro, o arroz e feijão apresentaram deflação. Para o IPC-S, o recuo do item foi de 5,32% no final de janeiro.   Na contramão das desacelerações estão as variações de preços de legumes e verduras. Conforme aponta levantamento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), em janeiro foram registrados aumentos significativos devido às chuvas e às altas temperaturas em todas as regiões produtoras da região Sudeste.

Para os consumidores, como Samuel Verazani, pouparem dinheiro, o Gastronomia & Negócios sai às ruas de São Paulo e compila dicas para serem adotadas na hora das compras nos mercados.

Dica número um. A variação de preço entre um mesmo produto pode chegar a 151%, se a marca ostentada nas gôndolas for a do fabricante ou a do supermercado. Ou seja, comprar produtos de marca genérica, ou que levam o nome do mercado pode ser econômico. Para ter uma ideia, considere uma embalagem de 50 unidades de sacos de lixo. O produto que tinha o selo do Carrefour, por exemplo, — fabricado e embalado pela Embalixo, mas com o nome do supermercado — custava R$ 3,29, entre 24 e 28 de janeiro. Enquanto isso, a mesma mercadoria — com o selo original do fabricante — saía por R$ 8,29. Segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias (Abmapro), os genéricos são, em média, 15% mais baratos do que seus similares famosos.   Atualmente, especialistas afirmam que compensa comprar produtos aos poucos, porque assim corremos menos risco de perder alimentos que passam da validade dentro do armário. Neste caso, não vale muito a pena fazer uma única compra a cada 30 dias.

Ir com os filhos ao supermercado pode ser um programa familiar bastante agradável. Mas acredite: se o objetivo for economizar, é melhor deixar as crianças em casa. Os filhos enchem o carrinho de guloseimas e outros produtos supérfluos, geralmente muito caros.

O principal objetivo de um mercado é ser um ambiente de onde os consumidores não queiram sair. Por isso, as cores e a temperatura são agradáveis. Assim como a disposição dos corredores, que fazem com que você ande mais (e, portanto, bata o olho em outros produtos). Vale reparar também como as lojas nunca contam com janelas ou relógios, afinal, elas fazem a gente desviar a atenção das gôndolas. Neste caso, seja objetivo e leve uma listinha para não se perder neste fantástico mundo.   É perto da entrada principal que ficam dispostos os produtos mais tentadores (como eletroeletrônicos) e as ofertas sazonais (por exemplo, ovos de Páscoa e presentes para o Dia das Crianças). Tudo tem apelo visual. E, como o carrinho está vazio, você fica ainda mais propenso a comprar. Fuja!

Ah, tome cuidado com o trânsito de carrinhos. Não é à toa que os corredores são tão estreitos! Dois carrinhos, por exemplo, são suficientes para congestionar o espaço e, consequentemente, desviar sua atenção para outros produtos.

Mas, onde está o leite? Fique sossegado: você não sofre de problema de memória! Alterar repentinamente a disposição dos produtos é outra artimanha dos mercados. Assim, você é obrigado a andar mais dentro da loja. A mesma estratégia faz com que os produtos básicos, como carnes e verduras, fiquem bem no fundo do estabelecimento. Espertos, não?!

Outra dica importante: nem sempre os produtos em promoção são os mais baratos. Acostume-se a olhar a prateleira inteirinha antes de escolher o que vai levar. Na altura dos olhos estão os mais caros; ao alcance das mãos, aqueles que podem ser levados por impulso; embaixo, os que mais chamam a atenção da criançada, principalmente nas seções de doces e brinquedos.

As gôndolas que ficam perto dos caixas estão repletas de produtos pequenos, capazes de caber mesmo num carrinho lotado. Apesar de serem miúdos, os preços podem ser bem salgados. Não caia na tentação.   Ir ao supermercado sem fome é a lei número 1 da dona de casa prevenida. Mas você sabia que gasta menos quando faz compras sozinho? Esse cuidado pode reduzir em até 30% sua conta do supermercado.

Quer mais dicas? Então, antes de sair de casa, faça uma lista dos produtos que estão em falta. E não pare nas seções que não têm itens presentes na sua lista.

E outra, ao encontrar uma promoção do tipo ''pague 1, leve 2'', confira o preço individual. Nem sempre a promoção vale a pena. E em vez de levar uma embalagem a cada semana, você pode optar por uma maior e pagar menos.

E as frutas? Uma dica para economizar com elas é saber as épocas de safra de cada uma. Durante esses períodos os preços são sempre mais baixos e a qualidade do alimento é melhor.

Então, tome nota nestas dicas e boa compra!  

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