Empresa investe em sustentabilidade e distribui aos funcionários alimentos tirados de sua horta

Empresa investe em sustentabilidade e distribui aos funcionários alimentos tirados de sua horta

Atualizado: Sexta-feira, 21 Maio de 2010 as 3:48

Canários, beija-flores, tico-ticos e sabiás. Os pássaros dividem-se entre 80 árvores frutíferas localizadas próximas a um lago repleto de peixes e patos. Há alguns passos desse local tranqüilo, profissionais trabalham na única fábrica 100% brasileira de produtos veterinários: a Ourofino. Máquinas de última tecnologia fabricam um portfólio amplo ao lado desse cenário natural que ainda inclui uma horta em 50 mil m² com extensa variedade de alimentos que são distribuídos gratuitamente aos funcionários e a entidades assistenciais.

Dessa forma, quem caminha pela Ourofino Agronegócio esquece que está em uma indústria. O que se vê é um espaço marcado pelo constante investimento em paisagismo e responsabilidade sócio-ambiental. Não basta seguir os rígidos critérios de preservação ambiental. A empresa empenha esforços para promover a autêntica sustentabilidade.

De acordo com a gerente de projetos sociais da Ourofino, Daniela Achite, o conceito de sustentabilidade se tornou uma ambição comum das organizações, mas colocar em prática o que se chama de política ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa, não é das tarefas mais fáceis.

Um exemplo muito bem sucedido na empresa é o projeto “Jovens de Ouro” que atende 180 alunos de uma escola municipal de Cravinhos, cidade onde fica a sede da Ourofino. A fábrica oferece toda uma infraestrutura pedagógica para que os alunos tenham aulas de teatro, música, esportes e desenvolvam atividades na horta comunitária. Nas aulas, os educadores também se preocupam em trabalhar conceitos de pedagogia e autoestima, enquanto na horta os alunos aprendem os valores nutricionais e são incentivados a desenvolver uma alimentação saudável e de qualidade.

Outro projeto de bastante destaque na área social é a “Oficina do Futuro”. Desde 1999, a companhia prepara alunos com necessidades especiais do Centro de Educação Especial e Ensino Fundamental Egydio Pedreschi, de Ribeirão Preto-SP, para o mercado de trabalho. Os participantes aprendem a realizar trabalhos relativos ao acabamento dos produtos Ourofino, como dobrar bulas, colar etiquetas, selos e ganham mensalmente para isso. Vários já foram contratados pela empresa como funcionários.

A preocupação com o meio ambiente também é uma constante na Ourofino. A companhia mantém o projeto “Amigos da Natureza”, com a plantação de árvores para atrair pássaros e melhorar a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Outra iniciativa em evidência são as canecas ecológicas para os funcionários, que evitam o uso diário de 2.400 copos descartáveis. E para levar para a casa verduras, legumes e frutas, oferecidos semanalmente pelo projeto “Nossa Horta”, os colaboradores também têm uma sacola ecológica.

Na Ourofino, todo o resíduo sanitário, de refeitório, de varrição e de construção civil é enviado para um aterro privado, certificado pela CETESB, com a qual a empresa possui contratos de prestação de serviços. Já os resíduos industriais são incinerados ou coprocessados em empresas certificadas pelo órgão.

Papéis, papelões e plásticos, considerados limpos por serem gerados fora das áreas produtivas, são enviados para reciclagem. Todas as lâmpadas fluorescentes da fábrica, bem como as pilhas e baterias, são enviadas a uma empresa que faz a descontaminação e destinação final dos objetos.

Só nos quatro primeiros meses de 2010, a empresa arrecadou R$ 18.887,85 com o lixo que vende. Em 2007, o valor foi de R$ 77.864,00 e em 2009 de R$ 54.637,75. Essa queda é justificada pela troca de alguns materiais para outros ecologicamente mais corretos, como os cartuchos das impressoras substituídos por uma máquina a toner; e também pela maior utilização de tambores vazios de produtos no sistema de tratamento de efluentes.

Estação de Tratamento de Efluentes Industriais Por sinal, a Ourofino possui uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais própria, onde toda a água residuária da limpeza de reatores e áreas, práticas laboratoriais, entre outros, é tratada de forma a reduzir a concentração de contaminantes antes de ser lançada na rede de tratamento e esgoto.

A empresa também acaba de inaugurar a primeira etapa da Nova Estação de Tratamento, que tratará também os efluentes da fábrica de Vacinas, além de todo o efluente sanitário da indústria. A Nova Estação reunirá os tratamentos dos níveis primário, secundário, terciário e de descontaminação, visando à obtenção de um efluente tratado com padrões de reuso.

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