Evite a intoxicação alimentar comum no verão

Evite a intoxicação alimentar comum no verão

Atualizado: Terça-feira, 6 Janeiro de 2009 as 12

Com o Verão e as altas temperaturas, os casos de intoxicação alimentar aumentam consideravelmente. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os males transmitidos por alimentos provocam cerca de 1,5 bilhão de casos de diarréia.

"A intoxicação alimentar ocorre ao se ingerir alimento contaminado por bactérias. A temperatura e a umidade criam condições favoráveis para a multiplicação dos "bichinhos". Além disso, nesta época do ano é comum as pessoas ingerirem mais alimentos nas ruas, sem saber a procedência e condições higiênicas", afirma Patrícia Ramos, nutricionista e coordenadora do Serviço de Nutrição e Gastronomia do Hospital Bandeirantes.

As bactérias mais comuns envolvidas na intoxicação alimentar são:

a) Clostrídeos: geralmente disseminadas pelas moscas. Estão presentes no ar, poeira e chão.

Patrícia alerta que uma das intoxicações mais graves causadas por esta bactéria é o Botulismo. Ao invés de atacar o intestino como os outros tipos, ela age no sistema nervoso, podendo levar o indivíduo à morte devido à paralisia respiratória. Pode ser encontrada em conservas como pickles, palmitos, milho, ervilha, patês.

b) Salmonella: contamina todos os tipos de carnes (branca ou vermelha) e ovos.

"A contaminação ocorre no animal, antes do mesmo ser abatido. O cozimento completo do alimento destrói totalmente as bactérias nocivas: por este motivo é proibido oferecer ovos com gema mole", ressalta a nutricionista.

c) Estafilococos: está presente na superfície da pele humana, principalmente em torno do nariz e machucados. Um corte na mão ou braço da pessoa que prepara a refeição pode contaminar a refeição toda se os alimentos não forem cozidos em temperatura de 60°C durante no mínimo de 30 minutos.

Vale ressaltar que intoxicação alimentar não é provocada pela ingestão de alimentação saudável ou guloseimas. Para evitá-la, nada melhor que a prevenção, optando por uma alimentação em lugares com condições mínimas de higiene.

Náuseas, franqueza, dores de cabeça e abdominal, vômitos, além de diarréia são os sintomas da intoxicação. No caso do botulismo, há também a visão turva e a paralisia aguda (incluindo a respiratória).

Segundo a nutricionista do Hospital Bandeirantes, Patrícia Ramos, quando o problema é diagnosticado, o foco do tratamento é a hidratação, pois muitos líquidos são perdidos com vômitos e diarréia. Recomenda-se ingerir muita água de coco e chá de ervas claras como camomila e erva doce.

Neste período de recuperação, não se deve consumir alimentos como leite e derivados, açúcar, refrigerantes, sucos de frutas laxativas (laranja, mamão, tangerina, entre outros), além de comida crua e verduras cozidas.

O ideal é optar por uma dieta leve: sopas de legumes, canja, purês sem leite, legumes bem cozidos (batata, chuchu, cenoura), biscoito de água, torradas, para que a desintoxicação ocorra.

Em crianças, a doença pode ser mais intensa, pois os pequenos possuem o sistema imunológico frágil (em desenvolvimento). "Ao perceber uma intoxicação alimentar, deve-se procurar um serviço médico de emergência e oferecer muito liquido para evitar a desidratação, principalmente o soro caseiro que é uma ótima opção", aconselha.

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