Mercado de gastronomia cresce e se diversifica no Recife

Mercado de gastronomia cresce e se diversifica no Recife

Atualizado: Terça-feira, 4 Agosto de 2009 as 12

Encontrar os temperos certos para incrementar uma receita - essa é uma das funções de quem faz o curso de gastronomia. A área tem um mercado de trabalho promissor.  Aos 29 anos, Robson Luís Trindade é o comandante da cozinha de um restaurante sofisticado no Recife, oque não seria possível sem a chama do talento e sem as técnicas para combinar muitos bem os ingredientes.

Boa parte dos conhecimentos, ele adquiriu durante os quatro anos do curso de graduação em gastronomia. "Os alunos veem toda a estrutura para composição de um prato, desde a carga protéica, energética, das gorduras, até o balanceamento com vitaminas", explica a professora Amanda Oliveira.

Também não pode faltar a Robson Trindade a disposição para comandar a equipe de oito pessoas e encarar uma extensa jornada de trabalho. "A carga horária é o principal problema para quem vai trabalhar como chef. Eu trabalho de 12 a 14 horas por dia, desde o momento que estou na rua comprando ingredientes, depois chegar em casa, elaborar cardápio...", conta.

Ele ainda não tem o salário dos sonhos, mas acha que as perspectivas de futuro são boas. Já recebeu propostas para trabalhar até em outros países. "Eu estive na Venezuela em setembro do ano passado, para fazer um festival gastronômico lá com mais dois chefes brasileiros, também já tive propostas de trabalho na Suíça", diz Robson.

Na capital pernambucana, o mercado de trabalho para quem faz o curso de gastronomia também é promissor. Recife tem cerca de 1.500 bares e restaurantes e é considerado o terceiro pólo gastronômico do Brasil, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. O título leva em conta não só o grande número de estabelecimentos, mas também a diversidade da culinária com pratos típicos regionais e de várias partes do mundo.

Tornar-se um chef de cozinha, responsável pela criação de pratos e dos cardápios dos restaurantes, não é a única possibilidade que se abre para os estudantes de gastronomia. Eles já se posicionam com sucesso em várias frentes do mercado de trabalho. "Descobrimos que eles podem trabalhar com serviço de bordo, gastronomia hospitalar, além de outras atividades, como creches, asilos", observa a professora Neide Shinohara. "Além disso, muitos deles já trabalham com segurança alimentar nos restaurantes da cidade".

Débora Correia está no último ano do curso de gastronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e faz parte de um projeto que ensina donas-de-casa a aproveitar cem por cento dos alimentos além de técnicas de higiene e conservação. Esse conhecimento, ela vai pôr em prática ao longo da vida profissional, que está apenas começando. "Trabalhar com alimentos, com a elaboração de pratos e decoração, principalmente o sabor deles, que me interessa muito. Pretendo futuramente montar meu próprio restaurante", revela.

Postado por: Felipe Pinheiro

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