Setor gastronômico responde por 8% dos empregos no Brasil

Setor gastronômico responde por 8% dos empregos no Brasil

Atualizado: Terça-feira, 13 Outubro de 2009 as 12

O setor gastronômico é responsável hoje por cerca de 8% dos empregos diretos gerados no Brasil. Isso equivale a quase seis milhões de vagas e representa 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). E o interesse pela área entre os jovens é crescente.

Na sede de Campinas, do IGA (Instituto de Gastronomia da América Latina) - a entidade nasceu na Argentina e tem cinco endereços no Brasil (Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre) -, além de turmas para crianças de 8 a 15 anos, 70% dos alunos estão na faixa de 18 a 25 anos.

Everaldo Molina Gil, chefe de gastronomia, sommelier e professor do IGA, diz que a busca pelos cursos por jovens está tão grande que ele pensa na possibilidade de criar uma turma para adolescentes. "Há muita procura de adolescentes. Eles estão no intermediário, eu não consigo encaixá-los nem na turma de crianças e nem na dos adultos, por isso estou pensando em criar uma classe para eles", afirmou.

Segundo Everaldo, a maioria das pessoas que busca o Instituto pretende seguir carreira como chef de cozinha. Mas ele divide o perfil de seus alunos em quatro grupos: o primeiro é daqueles que querem ingressar na carreira; o segundo, de profissionais que já são da área e querem se aperfeiçoar; o terceiro é o das donas de casa que querem aprender a fazer algo melhor para seu familiares; por último, as pessoas que se cansaram da profissão e querem trocar de ramo.

Karoline Gobato, 17 anos, e Carolline Gobbato, 19 anos, (não, elas não são parentes) não possuem apenas o nome e a pouca idade em comum. Ambas são alunas do curso Especialista em Gastronomia e Alta Cozinha e sonham com a mesma carreira: ter seu próprio restaurante.

"Quando eu estava no ensino médio, queria muito fazer gastronomia, mas era difícil porque precisaria morar fora", afirmou Karoline. Foi então que ela encontrou uma alternativa: estudar nutrição. "No mesmo ano em que entrei na faculdade, abriu o IGA em Campinas. Aí me matriculei e fui fazer o que realmente gosto", afirmou.

Já Carolline vem de uma família que tem restaurante há bastante tempo. "Sempre vivi no meio", disse a aluna do IGA e estudante de administração de empresas. "Queria fazer gastronomia depois que acabasse a faculdade, mas aí abriu a escola e resolvi conciliar os dois cursos. Quero continuar com o restaurante da minha família", disse.

Postado por: Felipe Pinheiro

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