Tome um Freddo, sem precisar sair de São Paulo

Tome um Freddo, sem precisar sair de São Paulo

Atualizado: Terça-feira, 12 Abril de 2011 as 9:17

A Freddo chegou de caminhão a uma casa da Rua Normandia. Os sorvetes argentinos levaram dois dias para fazer o percurso de Buenos Aires a Moema, em São Paulo, à bordo de carretas refrigeradas com capacidade para 24 toneladas. Desembarcaram supercongelados e já estão prontos para rechear os potes e cucuruchos (cones no formato de casquinha) da sorveteria, que começa a funcionar hoje.

Esta é a segunda loja da Freddo no Brasil. A primeira foi inaugurada em Brasília no fim do ano passado. E a ideia é que a marca se espalhe rapidamente: Alan Haddad, representante da sorveteria no Brasil, calcula que até o final de 2012 a Freddo terá outras 13 filiais no País.

A loja paulistana funciona numa casa com fachada de estilo holandês, tombada pela Prefeitura. O salão é forrado de porcelanato bege, e a decoração inclui tecidos marrons e acinzentados e cadeiras Série 7, do designer dinamarquês Arne Jacobsen. Mas os adesivos coloridos são a maior atração. O ambiente de 180 m² acomoda 88 pessoas em dois ambientes, sorveteria à frente e cafeteria ao fundo.

Pode-se escolher entre 30 sabores - boa parte variações com chocolate e doce de leite, como o crema tramontana (mistura de creme, doce de leite, biscoitos e chocolate) e doce de leite com coco. Outros famosos são framboesa e pistache. O preço é de sorvete premium: R$ 8,50 para um sabor, R$ 14 para dois. No segundo semestre devem chegar os de brigadeiro - que estreia primeiro aqui e depois é lançado na Argentina - e banana com açaí.

Cafés e capuccinos são fruto da parceria da Freddo com a Octávio Café. Cada xícara será acompanhada de uma pequena bola de sorvete. Para rebater a alta taxa de glicose, pães de queijo, quiches e tortas.

A loja paulistana tem serviço de entrega em domicílio. O raio de entrega não é em quilometragem, mas em tempo: não deve passar de 1h, para não comprometer a qualidade dos sorvetes.

A Freddo foi fundada em Buenos Aires, em 1969, por imigrantes italianos. Luis Aversa e Salvador Guarracino batiam à mão os sorvetes de doce de leite vendidos na Avenida Callao. É das tradicionais heladerías portenhas, marca querida por brasileiros. Mas em Buenos Aires a oferta é maior, há quase 50 sabores: sete tipos de sorvete com doce de leite, um feito de mascarpone, outro de Malbec e frutas da época.

Na Argentina, os helados artesanais sobrevivem nos bairros e vêm se transformando em negócios multimilionários e ultramarinos. A Freddo se instalou no Uruguai, na Bolívia, no Paraguai e até na Inglaterra antes de vir para cá. "Acreditamos que esta é a hora para estar no Brasil", diz Nicolás Peláez, chefe de operações de franquias, que veio para a inauguração em Moema.

Onde ficaFreddo R. Normandia, 22, Moema, 3562-1654, 10h/20h (6ª e sáb., 10h/23h; dom. 12h/22h)    

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