Volta às aulas aumenta a má alimentação das crianças

Volta às aulas aumenta a má alimentação das crianças

Atualizado: Terça-feira, 23 Fevereiro de 2010 as 12

Médico afirma que retorno à rotina frenética motiva o consumo de alimentos fast food pelos alunos, desencadeando mais a obesidade infantil

As férias acabaram o corre-corre com as aulas recomeça e, com ele, uma preocupação: a alimentação das crianças. Segundo a Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, 60% das crianças entre 6 e 12 anos estão acima do peso, o que confirma que a obesidade infantil continua crescendo. Entre os estudantes de escolas particulares, que frequentemente se alimentam nas cantinas, esta tendência é mais clara, já que a maioria das comidas ofertada é hipercalórica, como salgadinhos industrializados, frituras, doces e refrigerantes.

"Durante o ano letivo é comum os alunos que se alimentam fora de casa e longe dos pais utilizarem as cantinas das escolas e/ou restaurantes fast food, o que é inadequado", comenta Dr. Márcio Moreira, médico-pediatra e coordenador do Serviço de Pediatria do Hospital Leforte.

Segundo o especialista, durante as férias os pais conseguem acompanhar a alimentação dos filhos mais de perto, mas com o início das atividades escolares e a volta ao trabalho dos adultos, os pré-adolescentes e adolescentes (entre 10 e 18 anos) comem de forma totalmente livre, abusando dos lanches e doces, quase sempre exagerando nas calorias.

O papel dos pais é orientar os filhos, procurando conscientizá-los sobre os perigos da obesidade e ensiná-los a ter bons hábitos alimentares, principalmente através do exemplo, já que um discurso que não bate com a prática terá pouco ou nenhum efeito educativo.

"Sempre que possível, entre a escola e as outras tarefas (esportes, curso de línguas), as crianças devem comer em casa sob a supervisão de um adulto (babá, cozinheira, avós) para garantir uma alimentação saudável e leve, rica em proteínas e vitaminas", ensina o médico do Hospital Leforte.

Quando comer fora de casa for inevitável, o pediatra aconselha o envio de alimentos nas lancheiras, mesmo para os filhos maiores: "Frutas, sucos naturais, água de côco ou chás, lanches com pães integrais à base de frios menos gordurosos, como queijo minas e peito de peru, biscoitos integrais ou caseiros."

Estes cuidados evitarão uma futura geração campeã em doenças cardíacas. "Infelizmente, alguns males considerados de adultos já são comuns nos pequenos, como hipercolesterolemia, hipertensão e resistência à insulina."

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