A evolução da chapinha

A evolução da chapinha

Atualizado: Quinta-feira, 17 Abril de 2008 as 12

A chapinha foi desenvolvida como um instrumento capaz de alisar os fios com rapidez e eficiência e sem a necessidade de químicas. O utensílio, que no passado era feito de placas de alumínio, evoluiu muito com o passar dos anos e, hoje, é usado até mesmo em técnicas de transformação e tratamento. "As escovas definitivas, por exemplo, usam a chapinha para dar a forma lisa aos fios. Já as cauterizações, feitas com produtos termoativados, usam a chapinha para garantir maior penetração das substâncias hidratantes e reconstrutoras do fio", explica o hairstylist Nilton Tamba.

A principal evolução do aparelho aconteceu no material utilizado nas chapas. Antigamente, todas eram de alumínio. Segundo o cabeleireiro Bruno Di Maglio, depois de um certo tempo de uso constante, este material sofria com o calor e formava vincos na lâmina que enroscavam no cabelo e até partiam os fios. Além disso, elas não mantinham a temperatura estável em 200°. "A instabilidade das chapas de metais, em alguns casos, fazia com que a chapinha alcançasse até 250°, o que é muito prejudicial para os fios", afirma Bruno.

Para não aquecer tanto, algumas chapinhas de metal possuem um termostato, que funciona esquentando e esfriando a chapa. Isso, na prática, pode ser tão ruim para os fios quanto a alta temperatura porque faz a pessoa passar mais vezes a chapa na mesma mecha quando a temperatura abaixa, processo que acaba danificando o fio.

As chapinhas mais modernas são feitas de cerâmica, material que não desgasta tanto com o tempo e não cria vincos facilmente, se for utilizada da maneira correta. Mas a grande vantagem da cerâmica é com relação à temperatura. "Este material mantém a temperatura estável, o que elimina a necessidade de pranchar a mesma mecha muitas vezes", explica Bruno.

Outra evolução importante está na ionização das chapas. Segundo Bruno Di Maglio, os íons neutralizam a eletricidade estática dos fios, ou seja, eliminam o arrepiado, ajudam a fechar as cutículas e a aumentar o brilho e a maciez. "Além disso, os íons fazem a quebra das moléculas de água que estão na superfície dos fios, facilitando a absorção delas pelos cabelos. O resultado, na prática, é uma maior hidratação e proteção para os fios", complementa o especialista.

Existem também chapas que utilizam a tecnologia das ondas infravermelhas, que aquecem a parte mais central do cabelo e, por isso, não deixam danificar tanto a superfície dos fios.

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