A frio, aparelho elimina gordura localizada em uma única sessão

A frio, aparelho elimina gordura localizada em uma única sessão

Atualizado: Segunda-feira, 7 Junho de 2010 as 9:58

Melhor do que emagrecer é ser emagrecida, ainda mais se for sem dor e sem cânulas. E, neste quesito, temos o que há de melhor e mais moderno. Afinal, a tecnologia do ultrassom, com os aparelhos Ultra Cavity, Ultracontour, Ultrashape e todos os "ultra" que se tem direito, provou que cumpre o que promete, ou seja, elimina o excesso de gordura, reduz medidas e remodela o contorno corporal. Tudo sem precisar de internação, anestesia ou cortes. É o chamado "tratamento não invasivo", defendido por aquelas que preferem passar bem longe da lipoaspiração.

E como a "fila anda", agora a tecnologia do ultrassom está para se aposentar e dar espaço para a criolipólise, que destrói as células de gordura por resfriamento. "O método consiste em congelar as células de gordura durante uma hora e, com isso, promover, a partir do terceiro dia, uma reação que desencadeará a morte dessas células", diz o dermatologista Jardis Volpe, da Clínica Volpe (SP). Na prática, o processo é o seguinte: a ponteira do aparelho que tem esta tecnologia, o Zeltiq, é pressionadaa na área em que se quer perder medidas (detalhe importante: a ponteira existente no momento permite tratar apenas abdome e flanco), durante uma hora. O aparelho suga, literalmente, a pele para dentro de uma espécie de cone, extraindo o calor daquela área até que os níveis de gordura subcutânea congelem. Como a epiderme é mais resistente ao frio, a pele permanece intacta. Mas durante um período, enquanto ainda está congelado, o local dá a exata impressão de um "picolé" que brota do corpo. A partir do terceiro dia após a sessão, uma enzima chamada caspase entra em ação e promove a morte da célula de gordura. "A vantagem da criolipólise em relação às outras tecnologias que diminuem medidas é que, nela, a redução é progressiva, ou seja, a pessoa não recupera as medidas que perdeu", diz a dermatologista Daniela Nunes, diretoramédica da Slim Clinique (RJ).

O método foi desenvolvido pelo dermatologista norte-americano Richard Rox Andersen, que descobriu que as células adiposas são muito sensíveis ao frio. Segundo Daniela Nunes, o método já foi testado em 1.200 pessoas nos Estados Unidos e na Europa e não apresentou contraindicações, porém ainda é preciso avaliar se o resfriamento é realmente seletivo a ponto de não afetar vasos ou nervos na região. Além disso, ele não pode ser aplicado em pessoas com histórico de câncer, artrite e artrose.

Por: Kátia Neves

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