Acerte o tom e não erre nunca mais

Acerte o tom e não erre nunca mais

Atualizado: Terça-feira, 23 Março de 2010 as 12

Escolher a cor que mais combina com você, saber explicar ao cabeleireiro o que quer, manter o brilho, ficar na moda... Sim, você pode! Siga as dicas dos experts e desfile um cabelo de passarela.

Se há uma regra para a escolha da coloração, ela está ligada à análise do tom de pele. É essa parceria que garantirá um resultado bacana, destacando sua beleza natural. "Em geral, as peles claras e rosadas, que passam o ar de saúde, ficam bem com 90% das colorações disponíveis. As peles negras, com cerca de 60%. A pele morena é a que exige mais cuidado - basta uma escolha inadequada para que ela fique amarelada, por exemplo", avisa o hairstylist Wanderley Nunes, do Studio W Iguatemi, em São Paulo, responsável pelo look de Claudia Raia e Guilhermina Guinle. O colorista Juha Antero, do MG Hair, em São Paulo, explica que é preciso haver um suave contraste entre a pele e o cabelo. "Escolha um tom que não se iguale ao da pele. O cabelo deve dar um ar de saúde, de juventude, levantar a expressão, e não apagá-la", defende. A colorista Dilma Xavier, do HBD Spa, no Rio de Janeiro, que atende a atriz Christine Fernandes, concorda e recomenda: "Se você tem pele clara, aposte no ruivo, no loiro-escuro ou no acobreado, em vez de loiro-dourado, cinza ou bege. Peles morenas combinam com cabelos mais naturais, tom sobre tom -pode ser um loiro-dourado ou acobreado com luzes cor de mel". Quem tem pele amarelada deve optar por tons marrons frios e cor de mel, segundo o cabeleireiro Viktor I, com salões em Curitiba e São Paulo. "Para iluminar os fios, o hit agora são os reflexos Saint-Tropez e Riviera, mais naturais, misturando tons da raiz às pontas. Algo semelhante à cor dos cabelos de uma adolescente", diz. Em uma coisa, todos concordam: a temporada é dos marrons e loiros mais escuros.

Descubra a cor, esconda a idade

Além do tom da pele, o RG também influencia na escolha da coloração -ela pode fazer você ganhar ou perder alguns anos na aparência. "Tons mais claros iluminam e dão leveza. O resultado é um ar mais jovem", diz Dilma Xavier. Mas fique ligada: a cor do cabelo também tem o poder de realçar o que deveria ser disfarçado. "Quem tem a pele muito branca não deve abusar dos tons muito claros e dos muito escuros para não acentuar as marcas de expressão e as olheiras. Se quiser adotar extremos, puxando muito para o loiro ou o preto, a mulher deve caprichar na maquiagem diariamente", ensina a cabeleireira Debora Melro, do Studio W Iguatemi.

Abra o jogo no salão

É fundamental chegar ao salão sabendo o que você quer e, principalmente, o que não quer. "Tem mais: às vezes, a cor natural, ou a antiga coloração, impossibilita obter o resultado desejado logo de cara", esclarece Debora. "Leve uma foto mostrando o que pretende. O profissional vai avaliar pele, cabelo, estilo de vida e profissão, e vocês decidirão juntos", diz Branca Di Lorenzo, do Crystal Hair, no Rio de Janeiro. Ainda assim, isso não é a garantia total de satisfação. "Sugiro uma cartela de cores para ver o que agrada", diz Juha Antero. Quem tem receio de mudanças deve investir na transformação em doses homeopáticas. "Em geral, a maioria sonha com cabelos mais claros. Uma boa pedida é começar com mechas", ensina o cabeleireiro Roger Ajouri, do Jacques Janine Morumbi, em São Paulo.

Por Carmen Cagnoni e Bel Ascenso

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