Breve História dos Finalizadores Capilares, da Cerveja às Pomadas Clap

Breve História dos Finalizadores Capilares, da Cerveja às Pomadas Clap

Atualizado: Quinta-feira, 1 Maio de 2008 as 12

Por Myrian Rosário

 

Da cerveja ao spray, os recursos para finalizar o penteado evoluíram muito. Hoje, para conseguir proteção contra a umidade, brilho e fios disciplinados, basta aplicar o produto certo nas mãos e bater palmas.

Lavar, hidratar e pentear nunca foi suficiente para saciar o desejo de perfeição das mulheres, que vivem em busca de novidades para deixar seus cabelos mais brilhantes e disciplinados. Para "assentar" a cabeleira e manter o penteado com aspecto iluminado, nossas avós (ou seriam bisavós?) recorriam a doses generosas de óleos perfumados com os quais besuntavam os fios após a lavagem, na hora de pentear e ajeitar o imenso coque ou trança.

Anos mais tarde, mulheres do mundo todo descobriram na cerveja uma aliada eficiente para garantir a durabilidade dos cachos, cuidadosamente modelados com bobies de plástico. O truque era aplicar a cerveja mecha por mecha, à medida em que os cabelos iam sendo enrolados. O aroma não era dos melhores, mas a receita funcionava.

Foi então que surgiu o "revolucionário" laquê, uma solução spray à base de laca, uma espécie de cola, que tornava o penteado resistente aos vendavais. Nota dez no quesito fixação, o laquê deixava muito a desejar no item naturalidade. Os cabelos ficavam, literalmente, duros. Tanto que esta propriedade do laquê deu origem às sátiras feitas pelo personagem Caco Antibes ao look  "capacete" dos cabelos de sua sogra Cassandra, no seriado "Sai de Baixo", exibido, na década de 90, pela Rede Globo. Quem se lembra?

Com fórmulas balanceadas e efeito mais natural, os sprays tiraram o laquê de cena e reinam até hoje nas bancadas de todos os salões de beleza do país.  

Gumex, gel fixador, sprays de todos os tipos e até a gelatina sem sabor que garante a perfeição dos coques das atletas do nado sincronizado fazem parte da história dos finalizadores capilares. Mas, quando o assunto é a evolução desse tipo de produto, nós, mulheres, temos mesmo muito o que comemorar. Afinal, quem nunca cometeu o deslize de deixar um pouquinho do antigo creme rinse nos cabelos para facilitar o penteado?

Para o bem geral da nação de cabelos secos e encaracolados surgiram os hidratantes leave in. Além de tornar os cabelos mais fáceis de pentear, o leave in potencializa a hidratação e protege contra os efeitos nocivos dos raios solares, da poluição e até da água do mar e da piscina. Os termoativados têm ainda o poder de transformar o calor da chapinha e do secador de vilão em aliado.

A indústria cosmética disponibiliza hoje hidratantes leave in para todos os bolsos e tipos de cabelo. O grande perigo deste produto é exagerar na dose e deixar os cabelos com aspecto pesado.

Um passo à frente do leave in, a última palavra em finalização acaba de nascer com toda a tecnologia do século 21. Com a capacidade de proteger a escova ou chapinha contra a umidade, dar brilho e eliminar o frizz, as pomadas finalizadoras inovam até mesmo no modo de aplicação. Dispensando o contato direto das mãos com o cabelo, algumas delas podem ser aplicadas num movimento rápido de bater palmas - ou "clap hands", como dizem os gringos. O produto "aterrissa" sobre os fios em forma de teia de aranha ou de pequenos flocos de neve, que garantem o "grand finale" para os penteados, escovas ou até mesmo aos looks naturais, que dispensam o secador. Algumas fórmulas disponíveis no mercado são enriquecidas com ativos hidratantes, como o cupuaçu, que tem alta capacidade de absorcão de água, e protetores, como a fibra de queratina, que protege da umidade externa, evitando o efeito frizz, além de atuar na queratinização e reestruturação dos fios.

Se vivesse hoje, com tantas novidades em matéria de finalizadores e com tantos produtos ultramodernos ao alcance das mãos, Cleópatra, com certeza, não usaria peruca.

Consultoria: Departamento Técnico Dermo Hair

veja também