Cabelos do século 21

Cabelos do século 21

Atualizado: Quinta-feira, 1 Maio de 2008 as 12

Myrian Rosário

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Liso, encaracolado ou pixaim. Com o surgimento dos novos processos de transformação dos fios, ninguém mais sabe o que é natural e o que foi "fabricado no salão". Graças à evolução da tecnologia cosmética e ao aperfeiçoamento dos profissionais, as transformações são cada vez mais seguras e os resultados cada vez mais naturais.

Talvez você não saiba, mas os fios de cabelo de uma mesma cabeça são muito diferentes. Imagine, então, como pode ser a grande variação entre os tipos de cabelos que existem na raça humana. Cor, espessura, estrutura, tipos. O fio asiático, por exemplo, é bem mais grosso do que o europeu e mais liso do que o africano. Estes formatos diferem também, de acordo com a etnia, na geometria do cabelo. O cabelo liso europeu tem um diâmetro médio normal e uma forma transversal ovalada. O cabelo asiático é mais grosso e é quase redondo. O cabelo africano é tão grosso quanto o asiático, porém com uma forma mais plana. Coneça melhor os tipos de cabelo:

Mongolóide: é o fio asiático. Tipo de cabelo característico das pessoas de origem oriental. O fio é grosso e tende a ser liso ou muito liso. Caucásico : é mais fino e tem origem européia. Pode ser ondeado ou suavemente encaracolado. Negróide: tipo do fio africano, encaracolado, crespo ou pixaim. A partir da identificação destes tipos e do desejo das mulheres de mudar sempre o visual, surgiram os vários tipos de transformações capilares, como o relaxamento, alisamento, texturização e escova progressiva. Para que os resultados sejam os desejados e não haja surpresas desagradáveis, o cabeleireiro deve tomar alguns cuidados básicos.

Tratar antes de transformar

Para realizar qualquer um dos processos de transformação, é indispensável fazer um teste de mecha. Se houver algum tipo de porosidade ou ainda mesmo vestígios de outro tipo de química, oxidação natural ou resto de metais pesados, os cabelos desta mecha podem se emborrachar ou até mesmo quebrar. Nesse caso, o cabeleireiro deve avisar você que o fio não esta forte o bastante para ser quimicamente transformado. Ele pode indicar um pacote de tratamento preparatório, que inclui reconstruções, queratinizações e hidratações, antes e depois do processo químico.

Entendendo os processos

?       Relaxamento: reduz o volume, alongando e definindo os cachos, deixando, assim, as madeixas mais disciplinadas. É indicado para cabelos com volumes e algum grau de ondulação. O sistema vai fazer com que as ligações do cabelo se desliguem levemente, formando, assim, cachos mais definidos. O processo exige retoque de raiz a cada dois ou três meses, de acordo com o crescimento e as condições da haste.

?       Alisamento: modifica quase completamente todas as cadeias internas da fibra capilar, alisando-as totalmente e deixando, assim, a haste em um novo formato. O processo também exige retoque de raiz a cada dois ou três meses.

?       Texturização: alarga ou solta um pouco a ondulação dos cabelos bem crespos. É feita com a aplicação de um produto geralmente à base de hidróxido. A seguir, penteiam-se os fios com pente para abrir um pouco o encaracolado e, logo em seguida, retira-se a fórmula. Como é uma técnica rápida, com um tempo de pausa curto, costuma ser indicada também para os cabelos dos homens.

?       Escova progressiva: processo de impermeabilização da fibra internamente, impedindo que as moléculas de proteínas se percam nas lavagens. Age na cadeia hidrógena da haste, não deixando que as ligações dessa mesma cadeia se diluam em contato com a água, mantendo, assim, um aspecto liso por mais tempo.

Estes tipos de transformações ocorrem de duas maneiras:

1. Metódo Cisteico: quando se utiliza tioglicolato ou amônia, substâncias mais comuns da família do tiol.

2. Lationização: quando são usados hidróxidos de sódio ou guanidina, os mais utilizados da família dos hidróxidos.

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