Como manter o peso após a dieta

Como manter o peso após a dieta

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:28

Especialista diz o que fazer para manter o peso após a dieta

Depois de tanto esforço, aqueles quilinhos a mais finalmente foram eliminados. Entretanto, o que parecia improvável se tornou uma realidade: ainda mais difícil do que perder peso é manter a nova forma física. “Há pessoas que, por descuido, recuperam o peso perdido, ou pior, ganham mais do que antes da dieta”, diz o médico Cristiano Merheb, especialista membro da Associação Brasileira de Nutrologia.

Segundo o médico, isso ocorre principalmente porque o “organismo é uma máquina perfeita de sobrevivência e, ao ser submetido a um período prolongado de privação calórica associada ou não a um desgaste energético exacerbado (exercícios físicos) avalia tal situação como crise não voluntária e, num esforço de sobrevivência, tende a uma resposta adaptativa que acaba levando à desaceleração indesejada do chamado metabolismo basal”. Em outras palavras, numa tentativa de poupar energia o corpo vai se tornando cada vez mais econômico, fazendo com que o metabolismo fique mais lento e, consequentemente, queima menos calorias.

“Alguns estudiosos de nutrição humana acreditam também que o organismo mantém uma espécie de memória metabólica, com a tendência a retornar ao estado anterior, após sofrer uma alteração. Então, após um programa de emagrecimento, a pessoa deve enfrentar um período prolongado (de dois a três anos) de reeducação alimentar, dando uma oportunidade ao organismo de esquecer os patamares anteriores para não recuperar o que emagreceu”, esclarece o doutor Merheb.

Pegue leve

Para reeducar o organismo e não correr o risco de recuperar o peso perdido após a dieta, a primeira dica do especialista é não fazer regimes muito rigorosos. “Evite submeter-se a esquemas dietéticos muito rigorosos e prolongados, baseados no binômio ‘dieta hipocalórica e exercícios intensos’. De certo modo, para que não se estabeleçam as reações indesejáveis de economia energética, o ideal é enganar o corpo de modo que ele não dê por falta do que está perdendo. Assim, dietas que alternam crises intensas com momentos de descanso seriam as mais indicadas”, comenta.

O médico também destaca a importância de seguir uma rotina de horários para comer. “Estipule horários para todas suas refeições e cumpra esses horários sempre, realizando as principais refeições do dia (desjejum, almoço e jantar) e os pequenos lanches. O importante é não ficar com fome, o que fará com que se alimente muito mais na refeição seguinte”, diz Merheb.

Com relação ao cardápio, não há como fugir das verduras e legumes, principalmente crus. “São alimentos ricos em fibras e que ajudam a dar maior saciedade, fazendo com que se alimente menos”, justifica. Mas por outro lado aquela guloseima tão gostosa não precisa ser totalmente descartada. “Apenas estabeleça um dia da semana específico para isso e uma pequena quantidade”, ensina o médico.

Enquanto estiver comendo, preste atenção na mastigação, que deve ser feita sem pressa. “Mastigue bem os alimentos, sem pressa, o que ajuda muito numa boa digestão, dando tempo suficiente para que o estômago envie uma mensagem ao cérebro informando que já está satisfeita. Quando comemos muito rápido, essa mensagem demora mais a ser processada e acabamos consumindo muito mais do que deveríamos”, informa.

Outra dica do especialista é montar um prato com diferentes grupos de alimentos. “Inclua sempre um pouco de carboidrato, proteínas e gorduras. Um prato de macarronada com carne e queijo, por exemplo, engorda menos que um prato de macarronada pura, isso porque as proteínas e gorduras ajudam a regular a digestão dos carboidratos, reduzindo a absorção do amido presente no macarrão, além de proporcionar maior saciedade”, explica.

Além desses cuidados com a alimentação em si, o especialista lembra-se da importância das atividades físicas na manutenção do peso e também do papel da água. “Beba sempre muita água ao longo dia. As pessoas estão ingerindo cada vez menos desse líquido e preferindo bebidas industrializadas, normalmente ricos em sódio e aditivos químicos, prejudiciais ao organismo. A água ajuda na função intestinal, saúde da pele, limpeza do organismo, circulação e num emagrecimento e manutenção saudáveis”, completa.

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