Confira 30 dúvidas e novidades sobre próteses mamárias

Confira 30 dúvidas e novidades sobre próteses mamárias

Atualizado: Segunda-feira, 7 Novembro de 2011 as 8:40

A evolução nas tecnologias e técnicas usadas no segmento de cirurgias plásticas trouxe novidades para os procedimentos nos seios femininos, os mais realizados no país, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e o Instituto DataFolha.

O implante mamário representa 21% de todos os procedimentos de natureza estética, realizados entre 2007 e 2008 no Brasil, de acordo com a pesquisa realizada em 2009, com dados que incluem além do aumento, também a redução e o reposicionamento.

Tire dúvidas sobre os implantes, a cirurgia, os tipos de próteses e conheça novidades no segmento com informações do médico Alexandre Mendonça Munhoz, especialista em cirurgia plástica de mama e Membro Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do médico Victor Sorrentino, especialista em cirurgia plástica e reconstrutiva da mama.

1) A cirurgia de implante mamário consiste na colocação de uma prótese de silicone na região da glândula mamária, com objetivo de se corrigir alterações estéticas ou melhorar os aspectos dos seios.

2) A mamoplastia de aumento é realizada por meio da colocação de próteses.

3) O objetivo pode ser a melhoria na harmonia entre a forma e o volume das mamas, em busca do equilíbrio ou entre o aumento e suspensão, para casos de mamas caídas.

4) Existem vários tipos de próteses que se mostram mais seguras do que os modelos utilizados há 10 anos. Além disso, a nova geração de implantes proporciona resultados mais duradouros e naturais.

5) As próteses podem ser de gel de silicone ou de solução salina, com invólucro de material liso ou texturizado, ou ainda, podem ser recobertas por uma camada de poliuretano. As mais utilizadas, atualmente, são de silicone texturizado, porém o tipo de prótese e o seu tamanho devem ser discutidos e definidos com o cirurgião.

6) A mamoplastia de aumento é indicada para todas as mulheres com seios pequenos, de maneira geral. Mas é preciso uma análise criteriosa sobre o volume natural e o desejado pela mulher.

7) Em algumas situações, nas quais existe presença de tecido mamário associado com certo grau de ptose (queda da mama), pode-se apenas reposicionar a mama, sem a necessidade de implante de silicone.

8) Sobre o tamanho ideal de prótese, uma avaliação criteriosa e a discussão de todas as possibilidades são fundamentais para a escolha adequada e o bom resultado.

9) A avaliação inclui tanto fatores objetivos quanto subjetivos.

10) Fatores subjetivos estão mais relacionados com a individualidade de cada mulher e se baseiam em critérios próprios de imagem corporal. Em geral, as mulheres se sentem insatisfeitas com a projeção, ou a não adequação da mama a determinadas roupas e decotes.

11) Já os fatores objetivos são empregados pelo próprio cirurgião e estão firmados em medidas de proporcionalidade da mama em relação à estatura, largura dos ombros e dimensão do tórax, além da simetria com a mama oposta.

12) Deve ser feita uma prova de moldes, com dois ou três tamanhos já previamente selecionados.

13) Quanto à forma, podem existir algumas indicações específicas. Alguns implantes com forma e projeções diferentes são definidos de acordo com a anatomia de cada paciente.

14) Geralmente, os implantes de perfil baixo (pouca projeção) são mais indicados para mulheres que não desejam o colo cheio e querem apenas um preenchimento suave com resultados mais discretos. Estes modelos também podem ser indicados para casos de assimetrias mamárias, quando se planeja aumentar um pouco a mama menor com objetivo de torná-la mais parecida com a mama maior.

15) Já os implantes de perfil alto ou mais projetados são bem indicados para pacientes que desejam o colo cheio e mais perceptível. São também indicados para mulheres que têm maior flacidez de pele, pois preenchem mais, além de poderem ser associados com cirurgias de suspensão de mamas (correção de queda mamária). Os modelos anatômicos (em gota) de última geração apresentam como característica a maior projeção na região centro-inferior da mama e menor projeção na parte superior (mais naturais), por isso são habitualmente indicadas para mulheres que desejam maiores aumentos, porém querem um formato de mama mais natural (não redondo). Tem ainda excelente indicação em mulheres muito magras ou mesmo atletas, onde os resultados respeitam a anatomia da mama.

16) Uma das próteses disponíveis no país é ajustável, que permite personalizar o volume que será implantado. O produto foi recentemente aprovado pela Anvisa.

17) A principal diferença em relação às demais próteses é o funcionamento exato desse mecanismo de ajuste. Após o implante da prótese, é injetado soro por meio de uma válvula, que fica preso ao corpo da mulher.

18) A desvantagem é que esse "caninho" pode ser palpável.

19) Essa prótese está sendo indicada para correção de casos de assimetria, mas pode ser usada por todas as mulheres, sem restrições.

20) O implante pode ser colocado pela aureola ou pela parte de baixo da mama.

21) O prazo para troca é recomendado em 10 anos, mas apenas o médico pode determinar a necessidade, que pode acontecer num prazo maior ou menor.

22) Nenhum implante mamário de silicone é vitalício e, como qualquer material sintético, sofre um desgaste natural com o passar dos anos. Alguns estudos que avaliaram os implantes de última geração demonstram bons resultados em períodos superiores a 10 anos. Isso é decorrente da baixa incidência de contratura capsular e rompimento do implante, uma vez que promovem uma menor interação com o organismo e apresentam um maior número de camadas, fato este que promove maior resistência.

23) Com o passar dos anos, é importante a paciente realizar acompanhamento com seu cirurgião plástico e, associado com os exames de imagem, determinar a melhor época da substituição.

24) Há relatos esporádicos de ruptura do implante pós-trauma externo, como quedas de grande altura ou impacto de material em alta velocidade. Em sua  

maioria, são implantes muito antigos, já com desgaste natural e que possuíam um número menor de camadas de revestimento. Todavia, em condições normais e sendo o implante de última geração, a probabilidade de este evento ocorrer é praticamente nula. Vale lembrar que ainda existem implantes salinos (preenchidos com soro), muito utilizados nos EUA, e que apresentam o risco de ruptura e saída do soro fisiológico.

25) Vários trabalhos científicos que avaliaram mulheres com e sem implante de silicone mostraram que a incidência de câncer de mama é semelhante nos dois grupos avaliados e não há qualquer relação entre o implante e o desenvolvimento do câncer.

26) Mulheres com próteses devem realizar o exame de mamografia de maneira diferenciada. Existe a necessidade de aparelhos e posicionamento especial de modo a deslocar a prótese da frente da mama e desta forma permitir uma adequada visualização do parênquima (tecido) mamário.

27) Atualmente, em bons centros de radiologia e com técnicos preparados e radiologistas experientes, a dificuldade de posicionamento e visualização ocorre em uma porcentagem mínima de mulheres e conta-se ainda com outras opções de investigação como exames de ultrassom, por exemplo.

28) Neste grupo em específico, pode-se complementar o exame de imagem com análises complementares, aumentando desta forma a sensibilidade na visualização de toda a mama.

29) Próteses mamárias em geral não atrapalham tratamento do câncer de mama. O tratamento é semelhante ao realizado em pacientes sem implantes.

30) Atualmente, a prótese de silicone é uma das principais técnicas de reconstrução mamária empregada após a retirada do tumor. Em algumas situações, existe a necessidade de um maior planejamento técnico e da troca da prótese para garantir a simetria.

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