Confira mitos e verdades sobre a queda de cabelo

Confira mitos e verdades sobre a queda de cabelo

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 10:58

A queda de cabelo não é exclusividade dos homens. Muito pelo contrário. Cada vez mais as mulheres estão sujeitas a falhas capilares. Mas o problema, felizmente, tem tratamento. E quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de sucesso. Para saber como agir durante o processo da alopecia androgenética feminina, confira as respostas dos médicos sobre as dúvidas que rodeiam o assunto.  

1. Por que as mulheres têm sofrido mais com a queda do cabelo? A queda está diretamente relacionada ao equilíbrio dos hormônios. Por causa da vida contemporânea, elas estão mais estressadas e sobrecarregadas, fato que aumenta o nível de cortisol e interfere nos hormônios que provocam a queda. “Além disso, a falta de tempo também age negativamente na alimentação e a falta de proteínas e ferro pode provocar a queda dos fios”, completa a médica Isabel Martinez, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

2. O que pode ser considerada uma queda normal de cabelos? De acordo com a Dra. Isabel, em média até cem fios por dia.

3. A mulher pode ficar careca como um homem? “O padrão feminino de calvície é diferente do masculino. Enquanto os homens apresentam aquelas entradas, a mulher fica calva de forma difusa com acentuação da rarefação no topo da cabeça. A risca do cabelo fica muito mais visível”, explica Denise Steiner, membro da Associação Internacional de Dermatologia. Essa diferença se dá por causa das diferenças hormonais. 

4. Quanto antes perceber a queda mais fácil o tratamento? O melhor tratamento é o diagnóstico feito na fase inicial do problema. “A alopecia androgenética demora anos para se desenvolver e quando diagnosticada no início podemos direcionar melhor o tratamento e retardar o aparecimento de graus mais avançados da queda”, comenta Isabel. 

5. Adolescentes também podem sofrer com a queda dos fios? Segundo a Dra. Isabel, as adolescentes também estão sujeitas à queda, assim como jovens adultas. 

6. Os tratamentos com luz são eficientes?   “Os lasers e leds apresentam ótimos resultados contra a queda”, garante Isabel, que explica como eles funcionam: “essas luzes ativam a vascularização local, estimulando o crescimento capilar”. 

7. O transplante capilar é uma boa opção para as mulheres? O cirurgião plástico Miguel Sorrentino – especialista em transplante capilar – é enfático ao responder: “Sim”. A operação pode ser feita por mulheres dos 23 aos 85 anos. 

8. Como é realizado o transplante? A técnica consiste na retirada de raízes da região da nuca para serem implantadas na região frontal, superior e na coroa. Podem ser transplantadas até seis mil raízes em uma etapa de três horas. “O cabelo deve ser da mesma pessoa, uma vez que o transplante de outra não irá se desenvolver. Nosso sistema imunológico é altamente reativo para cabelos de outras pessoas. Ele chega a se desenvolver nos primeiros meses, mas após o oitavo começa a definhar até desaparecer complemente. Com o cabelo da própria pessoa, o crescimento começa a partir do terceiro ou quarto mês e finaliza no décimo mês após a cirurgia. É um método ambulatorial, com anestesia local, podendo o paciente retornar às suas atividades profissionais dentro de alguns dias. Suas complicações são raras e podem aparecer depois de três meses pequenos cistos de óleo quando começam a sair os primeiros fios”, explica o cirurgião plástico Miguel Sorrentino.

9. A queda mais intensa dos fios após a gestação é comum? Esta é uma situação que, apesar de desconfortável, é bastante comum. Mas se a mulher nunca tinha apresentado problema relacionado à queda antes de ter filhos, não há muito com o que se preocupar já que esse processo é autolimitado e para espontaneamente depois de semanas ou meses. “Se a situação não normalizar naturalmente, é indicado procurar um dermatologista para realizar exames e investigar possíveis causas que estejam agravando o problema, como deficiência de vitaminas, ferro e proteínas”, completa a cirurgiã capilar Leila Bloch, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.  

10. Como tratar a queda decorrente da gestação? “Após o parto, pode-se iniciar o uso de loções com princípios ativos que controlam a oleosidade e funcionam como antiqueda. O uso de xampus adequados, prescritos pelo médico dermatologista, também auxiliam na recuperação da saúde capilar. Além disso, podem ser realizados tratamentos de estímulo capilar, como peeling capilar e massagens estimuladoras”, responde a cirurgiã Leila. 

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