Depilação a laser não é definitiva

Depilação a laser não é definitiva

Atualizado: Terça-feira, 27 Setembro de 2011 as 2:40

Muitas clínicas estéticas garantem que a depilação a laser é um método definitivo para acabar com os pelos do corpo. A propaganda dá a entender que basta se submeter a uma sessão do laser para nunca mais precisar se depilar.

Os dermatologistas Hugo Andrade, da Clínica Stesis, e Jucirema Perrony, da clínica W Laser, porém, alertam que este tipo de publicidade é enganoso. Na verdade, o método é gradativo. Ou seja, acaba-se com os pelos aos poucos. Os especialistas aproveitam e desvendam outros cinco mitos comuns sobre a técnica.

Depilação a laser é definitiva

Mito. Segundo o médico Hugo Andrade, varia de pessoa para pessoa. “Depende da capacidade de resposta de cada pele e das características específicas, como alterações hormonais. Quanto maior for a quantidade de testosterona (hormônio masculino), maior a quantidade de pelos e, consequentemente, a dificuldade de remoção. Na menopausa, por exemplo, o nível de estrógeno, hormônio feminino, pode diminuir, comprometendo a durabilidade da depilação”, explica.

A depilação a laser diminui a quantidade de pelos gradativamente

Verdade. “Observa-se que, após cada sessão, ocorre queda dos pelos no local da aplicação, com crescimento parcial, ou seja, ocorre diminuição progressiva”, diz a doutora Jucirema. “A quantidade de sessões pode variar de seis a 12. Quanto mais grosso for o pelo, maior a remoção, pois o aparelho reconhece melhor a neutralização. Regiões com pelos finos, como no buço, tendem a demorar mais. Na virilha e nas axilas, pode haver uma redução de 50% apenas na primeira sessão”, completa o doutor Hugo.

A depilação a laser não pode ser feita nas regiões íntimas

Mito. A dermatologista Jucirema explica que “a depilação a laser pode ser feita nas regiões íntimas, devendo-se apenas tomar cuidado, com áreas próximas às regiões de mucosas”.

Depois do laser, tudo bem usar cera para retirar os pelos que surgirem?

Mito. Perigo à vista, alerta o dermatologista Hugo. “A cera quente é proibida em qualquer região que estiver sendo trabalhada a laser, pois sua alta temperatura pode causar queimaduras. Isso porque a tecnologia da depilação a laser é justamente aquecer a melanina do pelo, estimulando a sua redução. Se você estiver em fase de tratamento e utilizar cera quente, a pele irá identificar o calor com a redução, e em vez de queimar o pelo, queimará a cútis.

O mesmo acontece ao bronzear-se: o corpo irá reconhecer a alteração da pigmentação da melanina e produz queimaduras e vermelhidões. Para retirar os pelos incômodos durante o tratamento, utilize pinça ou aparelho de lâmina”, ensina.

A pele negra não pode se submeter à depilação a laser

Mito. “A pele negra pode se submeter à depilação a laser, porém, somente pode-se utilizar o aparelho Soprano 2012, que não oferece riscos de queimadura em peles negras e bronzeadas”, diz a médica Jucirema. “Pode sim, deve-se apenas atentar-se à regulação, pois como contém a melanina mais escura, precisa de maior frequência, o que pode gerar queimaduras, caso não seja feito por um profissional com experiência”, complementa o dermatologista Hugo.

A depilação a laser é muito dolorida

Depende de cada um. “Apesar de existirem alguns aparelhos de depilação a laser que causam muito desconforto para o paciente, o laser de diodo Soprano 2012 é praticamente indolor, já que é a tecnologia mais moderna em depilação a laser”, fala a médica. “A dor é muito relativa e depende da sensibilidade de cada um. Para casos extremos, existem anestésicos tópicos que ameninam os estímulos nervosos do local”, finaliza Hugo.

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