Desvende os mitos da navalha

Desvende os mitos da navalha

Atualizado: Segunda-feira, 26 Abril de 2010 as 12

O inverno veio com tudo e pede ousadia no corte dos fios. As opções desestruturadas prometem leveza e muita sofisticação. Não é a toa que um dos instrumentos mais usados no salão de beleza é a navalha.

Se bem usada pelo profissional, o resultado é excelente. O que não pode acontecer é o cabeleireiro usar uma lâmina cega. Neste caso, ao invés de cortar, ele vai rasgar a fibra, deixando as madeixas com aspecto quebrado. Veja as dicas e tira as dúvidas com o hairstylist Rodrigo Cintra:

- A incidência de pontas duplas em desfiados é mais frequente. É como se o fio fosse descascado, provocando o nascimento de uma ponta a mais neste final. Geralmente, os desconexos precisam de uma manutenção de, no mínimo, dois meses para se refazer do corte. Para evitar mais este problema, existem modelos elétricos que esquentam a lâmina e cauterizam a ponta;

- Muitas clientes também acreditam que cortar com a lâmina deixa os cabelos 'ralos'. O que acontece é que a navalha tira metade da massa do fio. Já a quantidade retirada é dosada pelo profissional, de acordo com a textura e o corte desejado. Por isso, o uso do objeto deve ser evitado ou feito com cautela nas madeixas finas e sensibilizadas;

- Em fios com ondulação, o efeito desfiado só irá aparecer quando os mesmos estiverem escovados. É sempre importante passar essa informação ao cliente, para que ela não fique frustrada quando seu cabelo estiver natural, sem escova;

- Os ondulados são mais finos e podem ser cortados com o utensílio, mas com ressalvas. O uso indiscriminado da navalha pode dar efeito contrário do que a cliente deseja: ao invés de tirar, dará mais volume, já que o cabelo fica mais leve;

- As cabeleiras grossas, como de orientais e índios, podem abusar do uso da navalha, que oferece leveza e balanço aos fios pesados. Nesse tipo de cabelo, liso por natureza, os desfiados aparecem com mais facilidade.

por Natália Vizza

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