Entenda a política "verde" dos cosméticos

Entenda a política "verde" dos cosméticos

Atualizado: Terça-feira, 27 Abril de 2010 as 12

A discussão em torno da sustentabilidade e da preservação da natureza atinge as mais diversas áreas, inclusive o universo da beleza. Segundo o levantamento mais recente da empresa Kline, divulgado em  2008, 72,3% das mulheres declaram que tentam comprar produtos que respeitem o meio ambiente e 71,1% acham que cosméticos naturais são tão eficazes quanto os outros produtos.

Os números também comprovam que o mercado de beleza natural está em plena expansão: somente 2008, ele representou um total de aproximadamente R$ 23 milhões (registrando um aumento de 10%). Nos EUA e na Europa, esse mercado dobrou de tamanho em apenas cinco anos.

Mas as grandes empresas de cosméticos não estão preocupadas apenas com a oferta de bons produtos. Hoje em dia elas também querem ser lembradas como companhias ecologicamente responsáveis e, por isso investem em pesquisas para desenvolver produtos que não agridam o meio ambiente e não prejudiquem animais.

Mais caros

Toda essa "tecnologia verde", como muitos chamam, tem um elevado custo para as empresas que, claro, chega até o bolso dos consumidores. Isso significa que os produtos ecologicamente corretos são, sim, mais caros - eles podem custar até o dobro dos comuns.

Mercado nacional

No Brasil, por exemplo, a Natura, que é uma empresa nacional que se preocupa em aproveitar - e anunciar o uso - da biodiversidade de modo consciente. No projeto Natura Ekos, que começou há dez anos, estão engajadas 1.977 famílias (de 27 comunidades), que ajudam no fornecimento de ativos da floresta, promovendo o desenvolvimento social desses locais.

Parcerias com ONGs, centros de pesquisa e órgãos do governo, ajudam a Natura a certificar que esses fornecedores não agridam a natureza e respeitem o processo de manejo florestal. O cacau utilizado nos sabonetes da linha, por exemplo, é proveniente de plantações orgânicas e o que sobra do maracujá utilizado nos produtos é reaproveitado na fabricação de suco.

Além da Natura, a Éh Cosméticos tem produtos com ativos 100% orgânicos, ou seja, provenientes de cultivos que não utilizam agrotóxicos nas plantações.

EUA, Europa e Ásia

A Weleda, marca suíça de cosméticos naturais presente no Brasil desde 1959, possui um controle de produção "altamente obsessivo". De acordo com a filosofia da empresa, a beleza é algo que deve ser cultivado da natureza. A ideia, portanto, é que nutrindo e cuidando bem da terra, a nossa beleza consegue ser melhor beneficiada por meio dos produtos cosméticos naturais. O cultivo das plantações destinadas à produção dos cosméticos é feito sem agrotóxicos ou produtos químicos.

Mas se você é uma defensora ferrenha do meio ambiente, também vale a pena ficar de olho na política de sustentabilidade adotada pela empresa em outros aspectos. A L'Oréal, por exemplo, faz parte do Conselho Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável e já foi premiada por sua política de prevenção aos impactos ambientais.

A norte-americana Avon, estabeleceu em 2004 o objetivo de reduzir 10% o consumo de água a cada 1.000 produtos produzidos. Até o final de 2008 a Avon passou de 242,7 a 218,43 galões a cada 1.000 unidades produzidas.

por Nadia Heisler

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