Ford : "existe espaço profissional" para gordinhas

Ford : "existe espaço profissional" para gordinhas

Atualizado: Sexta-feira, 23 Abril de 2010 as 12

A polêmica em torno da exclusividade de modelos supermagras nas passarelas e nas revistas de moda parece estar abrindo novos caminhos no mercado. A agência de modelos Ford Models, uma das mais tradicionais do mercado, inaugurou recentemente o departamento Ford +, para cuidar exclusivamente de modelos de manequim maior que 42 – que, na verdade, ainda não é o tamanho de roupa de uma mulher que possa ser chamada de gordinha.

Em comunicado, a empresa informou que a proposta é "abrir um novo mercado para mulheres lindas e com medidas que diferem do padrão do mercado da moda".

A agência diz ainda acreditar que, como nos Estados Unidos, no Brasil "existe espaço profissional" para modelos plus size em campanhas e editoriais de moda. Em seu site, a Ford por enquanto só mostra mulheres estrangeiras que fazem parte da Ford + dos Estados Unidos.

A Ford é uma das principais agências do país e conta hoje com modelos de peso entre suas contratadas, como Luciana Curtis, Raquel Zimmermann e Marcelle Bittar.

Deprimidas

Recentemente, um estudo feito pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, revelou que consumidoras de publicidade em geral (revistas, anúncios de TV etc.) sentem-se mais insatisfeitas com seu próprio corpo ao ver modelos plus size em evidência nos anúncios.

Os pesquisadores afirmam ainda que as mulheres gordinhas só se sentem bem quando o anúncio não traz modelo alguma - nem magra, nem gordinha.

Já as mulheres que têm o peso normal se sentem mal com as modelos magras, mas se sentem piores ainda quando veem as plus size.

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