Última geração para eliminar as estrias

Última geração para eliminar as estrias

Atualizado: Sexta-feira, 23 Abril de 2010 as 12

As rupturas das fibras elásticas da pele, as temidas estrias, incomodam tanto homens como mulheres. As causas são as mais diversas, como por exemplo o excesso de peso, a gravidez e uma herança genética de peles pouco resistentes.

Não é fácil disfarçá-las e há até quem já tenha desistido. Já há, porém, procedimentos de última geração, como o laser fracionado, que prometem eliminá-las de vez.

Eles serão apresentados nesta semana no 22º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Os dermatologistas Shirlei Borelli, Fábia Valente e Rogério Ranulfo são os especialistas que apresentarão esses procedimentos.

"A maioria deles usa a estimulação da produção de colágeno, o que favorece uma renovação da pele", explica a vice-presidente da SBCD, Eliandre Costa Palermo. Ela esclarece que não há um método melhor que outro, isso vai depender diretamente de cada caso.

A dermatologista Fábia Valente acrescenta que o especialista é quem pode indicar a técnica mais adequada de acordo com o tipo de pele do paciente e o aspecto da estria.

Se entre as cirurgias há várias novidades, na prevenção é melhor recorrer a cuidados básicos, como a hidratação. "Cremes à base de colágeno, ureia e óleos essenciais tornam a pele mais resistente a esticamentos drásticos", explica Andreia Matheus Moreira, coordenadora do Departamento de Cosmetologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Não existe nenhum cosmético, segundo a dermatologista, que cure as estrias. "Eles apenas hidratam. Entre os cosméticos, somente os ácidos amenizam as cicatrizes. E, por ser uma substância agressiva à pele, um médico precisa receitá-lo e também acompanhar o tratamento para indicar as restrições", aconselha.

Laser Fracionado

Antes usado em cicatrizes de acne e rejuvenescimento, agora é a maior novidade no combate às estrias. O laser usa três substâncias: CO2, Erbium e Thulium. "Em alguns casos é até possível chegar a um resultado 100%, mas a eficácia vai depender do número de sessões, que varia de acordo com o aspecto da pele da pessoa", diz o dermatologista Rogério Ranulfo.

"A luz deste laser, em contato com a estria, torna a pele íntegra para induzir uma nova fibra", diz Shirlei Borelli, destacando que uma das vantagens do procedimento é que ele é indicado para peles claras e morenas. "Uma sessão no glúteo pode custar R$ 1.200", diz Ranulfo.

Peeling de cristal

É usado contra as estrias há pelo menos três anos. "A novidade é que com o uso do CO2 e do ácido retinoico este tratamento pode ser feito também em peles morenas", diz Fábia. O peeling de cristal promove uma esfoliação no local, uma espécie de lixamento que facilita a penetração da substância usada na região a ser tratada. A técnica atua em estrias novas e antigas.

"Quanto mais nova for a estria, mais rápido o resultado é visto", diz Fábia, que é a favor da combinação de tratamentos. "O peeling pode ser feito no intervalo da aplicação de laser", sugere. O preço da sessão chega a R$ 300, variando de acordo com o tamanho e aspecto da região a ser tratada.

Agulhas de ranulfo

Entre as inovações tecnológicas para a cura das estrias encontra-se uma técnica cirúrgica que utiliza um novo tipo de ferramenta - "Agulha de Ranulfo". Com ela, o cirurgião consegue fazer um descolamento mais rápido e eficiente das estrias vermelhas (novas) e até das brancas (mais antigas).

É uma variação da subcisão, técnica de descolamento já usada para tratar a celulite e também as estrias, que foi adaptada para aplicação na própria derme, e não na gordura. "É indicada para estrias acima de 5 mm de largura, em qualquer localização", explica o dermatologista Rogério Ranulfo, criador do instrumento que será apresentado no congresso.

Esclareça os mitos

- Grávidas jovens têm mais estrias?

Verdade. Segundo a dermatologista Andreia, da SBD, 85% das gestantes adquirem estrias. Quanto mais jovem, antes dos 18 anos, a mulher engravidar, mais propensa estará a ter estrias. "A pele ainda não estará madura e totalmente desenvolvida e, consequentemente, menos resistente ao esticamento da barriga", esclarece.

Calça apertada dá estria?

Mito. "Algumas partes de roupas, como o cós de uma calça, que fricciona demais a pele, pode apenas potencializar um ressecamento da região", explica Andreia.

Comer doce dá estria?

Depende. "Se o doce levar a obesidade ou ao efeito sanfona, sim. Do contrário, poderá levar a outros problemas, mas não às estrias necessariamente", afirma a médica.

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