Manchas na pele podem ser melasma

Manchas na pele podem ser melasma

Atualizado: Quinta-feira, 8 Setembro de 2011 as 1:55

Identificado principalmente no rosto, o melasma é uma pigmentação da pele de cor acastanhada que se manifesta normalmente em mulheres com mais de 25 anos. Mesmo com a relação direta com a gravidez e com o uso de hormônios - anticoncepcional, terapia de reposição hormonal na menopausa, dentre outros-, muitas pacientes que não passaram por tais circunstâncias desenvolvem melasma.

Indivíduos do sexo masculino podem ter esse problema, embora seja mais raro. Quatros fatores que contribuem para o melasma podem ser destacados. Apredisposição individual, uma vez que o melasma é mais frequente em pessoas morenas ou pardas e pode ser genético.

A causa das manchas também pode ser alteração hormonal, pois estrógenos e progestágenos estimulam a produção de melanina (pigmento castanho). Na gravidez, as manchas são estimuladas no rosto (em 50% a 70% das mulheres), nas aréolas dos seios ou na linha que une o umbigo ao púbis. Com o uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal para menopausa, encontramos de 5% a 30% de mulheres com esse tipo de mancha na pele.

Cosméticos que tenham derivados de petróleo ou substâncias fotossensibilizantes podem estar relacionados com o quadro de melasma. O fator mais importante no desenvolvimento da doença é a exposição solar. Os raios ultravioletas estimulam a atividade dos melanócitos (células responsáveis pela produção da melanina) e algumas mulheres referem o aparecimento repentino das manchas na pele a um dia de exposição e outras contam um aparecimento mais gradual depois de repetidas exposições.

O melasma pode aparecer sutilmente ou muito intenso na testa, nas bochechas, no dorso do nariz, na região supralabial (muitas vezes parecendo um "bigode") e no queixo. A resposta ao tratamento depende se o melasma é epidérmico (mais superficial), dérmico (mais profundo) ou misto.

O especialista em dermatologia é capaz de classificá-lo com um instrumento especial chamado Luz de Woo. Quanto maior o componente superficial, melhor a resposta ao tratamento e mais fácil a manutenção. O tratamento se inicia com o uso de um filtro solar, de preferência fator 50 ou 60, que filtre tanto os raios UVA como UVB.

Além da proteção solar, é possível utilizar fórmulas com ácidos e agentes clareadores, tais como a hidroquinona, o mequinol, o arbutin, o ácido kójico, o ácido fítico, o ácido azelaico e a vitamina C. Essas fórmulas devem ser prescritas pelo dermatologista.

Os procedimentos de consultório podem ser realizados com os chamados peelings químicos ou com o peeling de cristal (microdermoabrasão) associado ao químico. Existem muitas pesquisas com o uso de laser para melasma, e o laser fracionado tem se mostrado bastante animador.

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