
As mulheres das favelas e da periferia de uma forma geral se preocupam com a beleza do seu corpo tanto quanto as de qualquer outra classe social. Elas exibem suas gordurinhas em microshorts e tops justos e acham isso bonito, diferentemente do que ocorre com as patricinhas.
Essa é a conclusão de uma pesquisa com 200 mulheres feita por Joana de Vilhena Novaes, do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio.
No livro "Com que corpo eu vou? - Sociabilidade e usos do corpo nas mulheres nas camadas altas e populares" (editora Pallas), ela apresenta as diferenças de comportamento em relação ao corpo entre as mulheres da periferia e as da classe média.
As patricinhas expõem o corpo só se ele for malhado. Quem tiver algum tipo de excesso sobretudo o de gordura procura escondê-lo com roupas largas. Já as mulheres da periferia exibem suas farturas sem qualquer pudor. É comum, por exemplo, elas mostrarem a adiposidade de seu ventre saltando para fora da calça.
Para as mulheres endinheiradas, disse Joana, prevalece a relação do corpo com elas mesmas. Querem ser magras para se sentir bem.
O objetivo das mulheres da favela é outro. Elas querem conquistar os homens, exercer sua sexualidade. Querem ser chamadas de gostosas.
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