Noivas contam como encontraram o vestido de seus sonhos

Noivas contam como encontraram o vestido de seus sonhos

Atualizado: Sexta-feira, 14 Janeiro de 2011 as 10:19

Encontrar o vestido perfeito, na maioria das vezes, é coisa do destino. Pode levar dias no entra-e-sai de lojas ou pode ser rápido, como amor à primeira vista. A jornada pode começar com a decisão, de pronto, pelo modelo da vitrine, ou estender-se à adaptação do vestido com a ajuda de um estilista ou costureira – mesmo que seja um desafio se entender com o fornecedor. O que vale é que ele seja a cara da noiva e a mantenha bem e confortável durante toda a comemoração. Conheça as histórias de como 12 noivas, entre famosas e anônimas, escolheram seus vestidos – ou foram escolhidas por eles. Leia as histórias depois da galeria abaixo.

Tragicômico,

por Wanessa Lins Laquini, Vila Velha

“A minha história seria cômica se não tivesse sido trágica na época. Procurei em diversas lojas o vestido que queria: tomara que caia, corpo apertado e saia bem volumosa. Como aluguei com um ano de antecedência, o vestido ficou reservado no ateliê e eu deixei para fazer os ajustes no mês do casamento. Quando fui ajustá-lo, toda vez que a estilista acertava uma coisa, aparecia um defeito. No dia marcado para a última prova, uma semana antes do casamento, ainda haviam vários acertos a serem feitos. Tive que alugar outro vestido, em outra loja, na segunda-feira da semana do casamento. Meu vestido foi escolhido às pressas, em meio às opções que a loja tinha em estoque. Mas a saia dele foi de tule, o decote tomara que caia e o corpo apertado – do jeito que sonhei”.

Paixão adaptada,

da apresentadora Adriane Galisteu

“Eu nem estava pensando em casar, ter filhos quando comprei o vestido. Eu planejava passar o réveillon com ele, até que aconteceu de marcar o casamento. Procurei a minha amiga, a estilista Elisa Lima, que adaptou o vestido e ficou magnifico. Aproveitei o modelo também para passar esse réveillon”.

A escolhida,

por Aline Gerotto, de São Paulo

“Um ano antes do meu casamento fui apenas olhar as opções, pois não tinha nenhum modelo em mente. Na primeira loja que eu entrei, após provar dois modelos, encontrei o vestido perfeito, que era a minha cara e cabia no meu bolso. Insisti provando outros modelos, mas não teve jeito. Como disse a vendedora da loja, ‘é o vestido que escolhe a noiva’. Decidi não perder aquela oportunidade. O vestido era perfeito, durante esse um ano não foi necessário realizar nenhum tipo de ajuste”.

Rápida e certeira,

por Cristina França, de São Paulo

“Escolhi meu vestido de noiva pouco tempo antes do casamento. Não considerei a hipótese de pagar uma fortuna para ter um vestido exclusivo, com um tecido supernobre, essa coisa toda... Lógico que eu queria estar linda, pois estaria no centro das atenções, mas acho que a ostentação não faz parte do meu jeito de ser. Quando comecei a procurar nas vitrines, a única coisa que eu tinha em mente era que ele tivesse um tecido fino por cima, com bordados delicados. Em uma loja, bati o olho e disse: é ele. Cheguei a experimentar outros no mesmo lugar, mas não teve jeito, era ele mesmo!”

Joia de estimação,

por Dani Flöter Rassi, de São Paulo

“Eu sempre quis um vestido com saia de tule e que fosse bem clean. O que me fez optar por um modelo mais simples foi o colar que o meu marido me deu em um dia dos namorados. Como eu queria muito usar a joia, sabia que não deveria abusar dos detalhes. O modelo tomara que caia eu só decidi depois de conversar com o estilista – queria ter certeza que ele ficaria confortável e não ficasse ‘caindo’. Ele foi feito pelo Geraldo Couto”.

Simples, barato e perfeito,

por Inaiá Correia Ambrosini, de São Paulo

“Sempre que pensei no meu casamento, pensei em ter um vestido simples sem nenhum bordado, que fosse a minha cara. Pesquisava muito nos sites estrangeiros, pois os preços são mais acessíveis e os modelos mais fáceis de me agradar. Mesmo assim, estava difícil demais. Quatro meses antes do casamento ainda não tinha achado nada, então fui à Rua São Caetano, em São Paulo, pesquisar. Mas, infelizmente, todos os vestidos eram bufantes, com bordados, brilhos, miçangas... enfim, tudo o que eu não gosto. Quando estava quase desistindo, entramos numa loja e fui direta: ‘Tem algum vestido sem nada de bordado?’ Então, a moça da loja disse que até tinha, mas estava guardado há um tempo porque ninguém queria alugar, que eles usaram em um desfile e nunca mais ninguém quis. Quando vi o vestido foi paixão à primeira vista. Era exatamente o que eu procurava, e para melhorar era o aluguel mais barato da loja – e da rua inteira, se for duvidar”.

Longe do tomara que caia,

por Barbara Antunes, de Curitiba

“Eu não queria tomara que caia. Sou fotógrafa e, dos últimos cinco casamentos que eu fui antes do meu, sem mentira, as cinco noivas estavam com esse modelo! Fui à primeira loja. Uma chiquérrima aqui em Curitiba. Fui supermal atendida e odiei todos os vestidos, a começar pela vendedora, que não mostrou muito ânimo em procurar alguns modelos quando já de cara eu falei que não queria tomara que caia. Saí de lá furiosa e fui à loja da frente, mais simples, mas com um atendimento espetacular. Falei que não queria esse modelo e a vendedora disse: ‘Olha, as últimas coleções vieram cheias de tomara que caia, então vai ser difícil! Mas se você não gostar dos poucos modelos com alça que eu tenho, a gente põe a alça’. Me encantei! Experimentei os únicos cinco modelos com alça e no meu tamanho que tinha na loja. Me apaixonei pelo último, porque completou as minhas expectativas de casar de frente-única, com pouco bordado e evasê!”

Oportunidade única,

por Juliana Cancian, de Campinas

“Escolhi meu vestido na prova. Eu tinha me inscrito em um site de uma loja de noivas e eles me convidaram para um evento onde eu poderia experimentar qualquer modelo nova coleção. Eu tinha em mente uns três ou quatro que realmente queria experimentar, mas na verdade experimentei uns 10 ou 12! Acabei escolhendo um dos quatro que tinha em mente de primeiro. O que eu já sabia é que tinha de ser diferente, principalmente do das minhas amigas, que já tinham casado. Escolhi um frente única, já que todas elas casaram de tomara que caia”.

Evolução da coleção,

da modelo Cassia Ávila

“Quem fez meu vestido foi o Reinaldo Lourenço, que já sabe meu estilo, o que me cai bem. Eu não queria nada tradicional, porque não é minha cara e porque eu não fiz uma festa tradicional. Eu queria um vestido curto também. Certo dia fui ao show room do Reinaldo e nós fomos tendo a ideia juntos. Foi uma criação que utilizou como base um vestido da última coleção dele”.

Da banca de revistas,

por Ciane Kenj, de São Paulo

“Escolhi meu vestido por uma revista – a primeira e única que comprei. Nunca havia sonhado com meu vestido de noiva, na verdade nunca achei que ele um dia fosse existir (risos). Só sabia que não queria nada espalhafatoso e nem tomara que caia. Decidi quando o vi na revista e só fiz algumas alterações para deixá-lo mais simples. Mas só. Na loja, cheguei a provar outros por desencargo, mas já estava decidida”.

De última hora,

por Thais Frausto Zapparoli, de São Paulo

“Eu não tinha pensando em um modelo específico, somente não queria que fosse ‘bufante’. Minha mãe e eu ficamos quase o dia inteiro entrando em várias lojas. Quando já estava quase desistindo, entramos em uma loja e o estilista me mostrou um vestido que não estava na vitrine, experimentei e disse: É ESTE! Tinha certeza que era ele, me senti a noiva mais linda do mundo, até minha mãe ficou muito emocionada. Acertamos na hora as provas do vestido na loja. Pedimos para refazer o busto, já que ele estava um pouco gasto. Na primeira prova, tudo certo. Faltando menos de mês para o casamento, eles refizeram o busto e, acredite se quiser, ele estava com a cor diferente da parte de baixo. Fiquei passada, desanimada! Conversamos com o estilista e o gerente da loja e tudo deu certo no final, eles também resolveram trocar a parte de baixo. O vestido ficou novinho! O resultado não poderia ser melhor”.

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