Os perigos do consumo excessivo de refrigerante

Os perigos do consumo excessivo de refrigerante

Atualizado: Quinta-feira, 16 Junho de 2011 as 9:44

Hoje o refrigerante já tomou o lugar da água nos hábitos alimentares de muitas pessoas. Alguns bebem durante as refeições e outros durante o dia, como uma forma de se refrescar. Mas será que o refrigerante é realmente o líquido mais indicado para ser tomado com tanta frequência?

A composição dos refrigerantes em geral têm cafeína, corantes, conservantes e acidulante, geralmente o ácido fosfórico. Além disso, os refrigerantes trazem grandes quantidades de açúcar e no caso dos refrigerantes light, diet ou zero, adoçantes artificiais.

Um dos perigos do consumo excessivo de refrigerante, é que a bebida pode chegar a danificar os dentes de forma irreparável. Acredita-se que o acidulante pode causar erosão dental e o excesso de açúcar pode ser o principal causador de cáries. Porém, esta é uma questão ainda muito controversa, que gera diferentes opiniões em diferentes especialistas.

A erosão dental, porém, pode ser tanto benéfica quanto maléfica para os nossos dentes. Inclusive, o próprio estômago possui elementos corrosivos que causam erosão. Porém, o excesso de adiculante presente nestas bebidas pode agravar esta reação, gerando sensibilidade nos dentes e má aparência.

Os riscos dos refrigerantes para a saúde dependem de alguns fatores, como frequência do consumo, hábitos alimentares, higiene bucal além de outros sob os quais temos menos controle, como teor de ácido dos refrigerantes, quantidade e composição da saliva.

A boca possui bactérias que liberam ácidos quando consomem o açúcar presente nela. Estes ácidos podem gerar uma perda de minerais e a consequente aparição de cáries nos dentes. Os refrigerantes sem açúcar, por sua vez, possuem grandes concentrações de carboidratos fermentáveis que também podem levar ao surgimento de cáries.

Sendo assim, fica difícil escolher qual o tipo de refrigerante que pode ser consumido livremente sem restrições e que não cause nenhum tipo de problema. Neste caso, talvez a melhor opção seja não consumir refrigerantes ou limitar bastante sua ingestão.

Refrigerante e celulite possuem uma relação muito próxima. Se você quer evitar essa “inimiga” a partir de pequenas mudanças na vida, anote as dicas da Fisiotarapeuta Dermato Funcional, Milema Medeiros

Pense bem na sua alimentação e diga sinceramente se você consegue resistir ao bom e velho refrigerante? É claro que sua resposta pode ser sim, mas nesse caso você pertence à pequena faixa de 5% dos brasileiros que não ingerem o líquido.

A pesquisa, publicada na revista Carta Capital, representa o universo do consumidor brasileiro entre zero e 60 anos. Números novos, mas que não espantam. É só lembrar os últimos cafés da tarde ou almoços de domingos pra saber: feliz ou infelizmente, o alimento já faz parte de nossas vidas.

O consumo tem aumentado a cada ano, e os maiores responsáveis por isso são as crianças e os adolescentes. Cada vez mais, a geração que mistura fast food, internet, televisão e falta de tempo, abdica da alimentação natural para se render aos “industrializados”. Nessa brincadeira, o refrigerante já é até considerado por muitos, como a melhor alternativa para matar a sede.

Especialistas afirmam que há até mesmo uma explicação para que o refrigerante seja entendido pelo nosso organismo como algo muito gostoso e bom para ser digerido: algumas substâncias, como os acidulantes e os corantes chegam a gerar uma sensação de maior aceitação e melhor sabor para quem ingere o refrigerante na hora da sede.

Mas toda mudança de hábito gera conseqüência. E com a maior inserção do refrigerante no nosso organismo a história não poderia ser diferente. Além de representarem produtos não naturais, os refrigerantes também possuem altas taxas de açúcar, a vilã da barriguinha, da celulite, das cáries e da diabetes.

As conseqüências da ingestão do refrigerante no organismo de cada um são variadas e dependem de fatores como genética, predisposição e também da periodicidade e quantidade ingerida por cada um. Mas infelizmente, apesar das variações, o resultado maléfico é sempre constante.

Barriguinha x refrigerante

Está constatado: refrigerante consumido em excesso engorda e pode ajudar na formação da famosa barriguinha. Pessoas que consumem o produto mais de duas vezes por semana estão predispostas ao aparecimento de mais células adiposas, que são as responsáveis pela gordura do corpo.

A Fisioterapeuta Dermato Funcional, Milema Medeiros (foto), explica que todos alardes que dizem respeito ao refrigerante e ao fato da pessoa engordar estão relacionadas às altas taxas de açúcar que eles contém. Para se ter idéia, um suco de laranja, ingerido na mesma quantidade que o refrigerante, possui praticamente a metade das calorias dele.

As altas taxas de açúcar do refrigerante, aumentam a insulina do organismo, que por sua vez acelera o processo de lipogênese. Esse processo é o responsável pela formação da gordura no corpo, logo, quanto mais refrigerante você consumir, maiores são as suas chances de engordar.

Outra questão. A formação da gordura no organismo tende sempre a aumentar, até um “ponto limite”, nunca regredindo. Ou seja, quando você engorda, você adquire novas células, ou “incha” as que já possui. Mas quando emagrece, só “murcha” as células, não as perde. É um processo injusto, diga-se de passagem, para quem acaba perdendo as contas e saindo do peso, mas é importante que se tenha isso em mente antes de sair devorando latas e latas de algum refrigerante por aí. Se você engordar pelo açúcar que está presente neles, mais difícil vai ser de voltar ao seu peso depois.

E cuidado: não confunda refrigerantes lights e diets, imaginando que com eles você se livra do açúcar e não engorda. A dica de Milema é que preferência seja dada aos lights, se a preocupação é com o peso. (leia a matéria)

O por quê? É que refrigerantes diets foram feitos para pessoas que não podem ingerir algum tipo de substância no organismo, logo, não possuem açúçar mas possuem gordura. Já os lights vêm com uma redução de 25% no açúcar e são isentos de gordura, coisa que geralmente não é muito difundida. Dica da dermato funcional: prefira os 25% dos lights e fuja da gordura, pra garantir maiores resultados na perda de peso.

O caso celulite

Tem gente que não consegue nem ouvir falar do que é considerado por muitos como “o desafio da mulher contemporânea”. Se você se encaixa nesse perfil, passe longe das latinhas e embalagens de dois litros da tão discutida bebida: refrigerante causa celulite sim e é um dos maiores responsáveis pelo aparecimento dos tão temidos “furinhos”.

O que acontece é que, através das grandes taxas de açúcar presente na composição do refrigerante, fica inevitável impedir a compressão dos vasos sanguíneos pelas células adiposas que aumentam de tamanho ou aparecem com com a ingestão excessiva dos refrigerantes.

Essa compressão, gera uma projeção na pele que é o que geralmente chamamos de celulite, que, importante deixar claro, também sofre alterações relacionadas a fatores como circulação, genética e tipo físico.

Particularidades das colas

Refrigerantes à base de cola podem ser ainda mais complexos. Todos eles são carregados do mineral fósforo, que, se consumido em excesso, diminui a absorção do cálcio pelo organismo. A deficiência do cálcio pode trazer diversos problemas, sendo que o problema mais comum é a osteoporose.

Refrigerantes que possuem cola em sua composição também aumentam a produção do ácido estomacal já comumente produzido pelo órgão. Com o aumento dessa secreção, fígado e rim ficam sobrecarregados, trabalham mais do que deveriam e provocam mudanças no metabolismo de quem exagera na cola.

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