Roupa de dar aula e palestrar

Roupa de dar aula e palestrar

Atualizado: Terça-feira, 14 Junho de 2011 as 10:14

Quem dá aula ou palestras é, naturalmente (enquanto trabalha!), o centro das atenções. Na frente de um grupão de alunos ou de uma audiência de palestra é impossível a gente não magnetizar o olhar dessa gente. Por isso – e por que o look não tem que interferir (!!!) no conteúdo que se tem pra entregar – é bem importante a gente prestar atenção ao que usa nessas ocasiões. Aqui tem um checklist pra gente repassar antes de sair pra cada aula, apresentação, workshop e tals: garantindo que a gente é gracinha, mas que o que a gente tem pra falar é mais valioso e que o look só enfeita essa inteligência, sem ofuscar nem sobrepor.

Dando aulas ou palestras a gente já usa bastante as mãos pra falar, pra mostrar, pra apontar, pra mensurar, pra tudo. Uma função que a gente pode dispensar nessa hora é a de cuidar do cabelo, prender atrás da orelha, tirar a franja da frente do olho, enrolar em coques que caem toda hora. A premissa do cabelo profissional – que já sai de casa arrumado, preso, no lugar – vale especialmente pra quem tá diante de uma galera interessada em outra coisa (e não no cabelo da gente). Vale também pra maquiagem!

Quem usa óculos pode acrescentar à maquiagem-profissional um olho mais marcado pra que a lente não deixe ninguém sem olhar firme – mesmo pra quem tá sentado lá no fundão!))

• Vale pesquisar/conhecer pra quem se vai falar e então procurar elementos (pro look) que gerem identificação e que ganhem geral já na entrada. A aula é pra universitários de humanas? De exatas? A palestra é pra advogadas? Pra enfermeiras? Pra executivas? Pra professoras de crianças? Mais formal ou mais informal? Pra quem… – sabe como? A gente já até contou que a gente mesma se veste pra cada cliente que vai encontrar, ó!

• Conforto é sempre importante, mas no caso de estar em evidência isso pesa ainda mais: roupa que marca, que se mexe muito quando a gente se mexe, que repuxa, que não para no lugar, que marca quando a gente sua (alô pizzas desconcertantes debaixo do braço) e tals não ajuda ninguém a prestar atenção no que a gente tem pra dizer. Tem que estar confortável, com dignidade, em 360º – de frente de costas sentadas pegando papéis do chão ligando fios do computador e mais.

• O senta-e-levanta da dinâmica de aulas/palestras pode deixar o look mais bonito bastante desajeitado, amarrotado, torto, fora de lugar. Essa é uma hora boa pra sacar as malhas mais legais que a gente tem no armário (tecido plano é sempre mais elegante mas né, tem umas malhas incrementadas que dão de mil nos panos mais basicões) – o post em que a gente sugeriu looks pra quem passa muito tempo no trânsito (!!!) tem umas direções boas pra fugir do visual-amassado.

• Acessórios são bastante ajudadores na hora da gente chamar atenção pro rosto – parte mais importante de qualquer look, mas especialmente do look de dar aula. Cor forte, forma original e tema interessante podem ser usados em forma de colar, de lenço, de acessório de cabelo. Mãos também são ponto focal, viu, e precisam estar bem feitas (e livres de acessórios barulhentos e balançativos, tiradores de atenção de qualquer um!).

• Quem quiser elaborar um look no nível avançado de inteligência fashion (!!!) pode pensar nas cores e contrastes que vai usar em relação ao ambiente em que a aula ou palestra vai ser dada – pra que a gente se destaque do fundo/do ambiente mesmo que discretamente! ;-)

• Super importante e a gente vive esquecendo: hoje tem aquele mini-microfone de pregar na roupa (sabe qual? tipo de apresentador de jornal na TV?) em quase todo lugar! A gente precisa pensar em decotes e golas que sustentem o pregadorzinho – e em coordenação de duas peças que permitam passar com facilidade quaisquer fios, se for o caso. Vestidos, às vezes, dificultam isso daí.

• E aí, no final da arrumação, vale repassar o teste dos 10 pontos pra ter certeza de que o look não vai aparecer mais que o conteúdo que se tem pra dar na aula (ou na palestra). Look bom é imprescindível pra estar diante de qualquer um – imagina de toda uma audiência! – mas tem que ser coadjuvante, que o principal é a inteligência né!

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