Saiba evitar os pelos encravados

Saiba evitar os pelos encravados

Atualizado: Sexta-feira, 21 Outubro de 2011 as 11:23

O pelo encravado é tecnicamente conhecido como foliculite, um problema que ocorre em mulheres e homens. Isso acontece quando o pelo não nasce corretamente, ou seja, não consegue romper a pele, mas cresce internamente causando uma inflamação do folículo piloso, formando bolinhas acompanhadas de uma vermelhidão no local, dor e, quando infeccionado, pode apresentar pus.

Segundo a dermatologista Valéria Campos, os pelos normalmente nascem um pouco encurvados, mas os de algumas pessoas tendem a nascer mais recurvados e encravar. Além da tendência genética, a depilação é uma grande responsável pelo encravamento. A médica explica que arrancar os pelos com cera fria ou quente causa mais pelos encravados do que a lâmina ou o creme depilatório. Por isso, ela recomenda evitar a depilação ou aumentar o intervalo entre as sessões.

A lâmina usada incorretamente pode piorar o quadro principalmente no caso de virilha e barba. É importante evitar escanhoar, isto é, barbear no sentido contrário ao do crescimento do pelo.O indicado é utilizar a lâmina de forma bem suave e com a pele bem hidratada, de preferência após o banho. Quem já tem propensão a ter pelos encravados, a calça muito justa ou calcinha podem ser agravantes, assim como o excesso de esfoliação e cremes gordurosos ou óleo corporal.

Valéria Campos explica que o desencravamento manual de cada pelo é feito com agulha esterilizada, colocando-a sob a alça formada e levantando-o com delicadeza e, na medida do possível, evitando lesar a pele. Mas, se o pelo estiver inflamado, o médico dermatologista deve ser procurado para indicar um creme anti-inflamatório e antibiótico ou, nos casos mais graves, antibióticos orais.

Se o encravamento for leve e não houver sinais de infecção, uma esfoliação suave com fubá e mel ou creme hidratante não oleoso pode dar certo. "Em caso de inflamação leve recomenda-se apenas compressa com água ou soro em temperatura morna em cima da região inflamada", complementa.

Uma consequência do trauma da depilação é a hipercromia pós-inflamatória, que resulta em manchas escuras temporárias ou definitivas na pele. De acordo com a dermatologista Juliana Romanini, o tratamento desse problema seria a depilação definitiva a laser e, quando houver ausência ou rarefação de pelos, um clareamento à base de produtos específicos orientados por um especialista.

Já as depressões causadas pela manipulação inadequada dos pelos encravados podem ser definitivas. Espremido insistentemente, um pelo encravado corre o risco de inchar e virar uma lesão chamada granuloma. A remoção pode ser cirúrgica ou à base de ácidos. A técnica mais indicada para resolver o problema é a depilação definitiva a laser ou luz intensa pulsada, as únicas capazes de destruir o folículo piloso e impedir o nascimento de outro pelo.

Valéria alerta que o melhor a fazer para não piorar o pelo encravado é não cutucar, espremer ou tentar romper a barreira que está impedindo que ele cresça. "Ao mexer na região, a pessoa traumatiza ainda mais aquele folículo que produz o pelo e pode deixá-lo mais inflamado ou até mesmo infeccionado, pois, como está machucado, é alvo fácil de fungos e bactérias", justifica.

Uma semana antes de depilar, aplique em dias alternados um creme esfoliante na pele. Nos locais em que os pelos sempre encravam, aplique um creme à base de ácido salicílico para afinar a pele aos poucos. Após a depilação com cera quente ou fria, evite usar cremes ou loções por três dias. Nesse período, os poros ainda estão dilatados e os cremes podem entupir o folículo.

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